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Sim & Não

‘Por Manaus’, Artur fala em rompimento

16/05/2016 às 22:39
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O prefeito Artur Neto (PSDB) afirmou, ontem, que se o preço de sua briga para manter o valor da passagem de ônibus em R$ 3 reais for o seu rompimento político com o governador José Melo (Pros), ele está disposto a pagar. “Se for comparar o tamanho da minha estima, eu gosto mais de Manaus do que de todo mundo”, disse Artur. Em coletiva, o prefeito não escondeu a irritação com o governo do colega, que desde janeiro não repassa ao município a parte que lhe cabe dos subsídios dados às empresas de ônibus. 

Fica ou sai  

Artur cobrou que o governo estadual cumpra o acordo que tem com a prefeitura. Caso contrário, ele dará o jeito de pagar a parcela do município e do Estado. “Se for para botar em dia e atrasar depois, é melhor não botar em dia que eu resolvo sem atraso. Não está certo esse atraso”, criticou.

Munição  

Segundo a prefeitura, a dívida do Estado chega a quase R$ 6 milhões, e tem sido usada pelos empresários como arma para pressionar Artur pelo reajuste.

Sinais  

Prova do quanto a relação de Artur com Melo está por um fio são as críticas que o tucano fez ontem contra o secretário Afonso Lobo (Sefaz). Para o prefeito, em vez de resolver o problema, o titular da Sefaz fica fazendo comentário infeliz sobre o tema.

Papel  

“Se (Afonso) entende tanto de transporte assim, eu poderia ter indicado ele para o Ministério das Cidades. Espero que o secretário leve em conta que o dever dele é pagar isso”, declarou o prefeito.

Outro mundo  

Enquanto o Executivo enfrenta uma greve com graves consequências para a população e para o próprio Artur, vereadores da base passavam o tempo de espera pela coletiva do prefeito fazendo piadas com a aparência e as supostas opções sexuais dos colegas.

Baladas na cama  

Para se ter ideia do nível das piadas, a mais leve feita pelos parlamentares no gabinete do prefeito era com um DVD que passava de mão em mão, com o seguinte título: “Músicas para ouvir antes, durante e depois do sexo”. A “obra” era carregada por Walfran Torres (PTN), vice-líder e membro do coral da CMM.

Sem defesa  

Na CMM, o único tema que manteve os vereadores do PMDB, PSD e Pros em silêncio foram os tratados em matérias, na imprensa nacional, que ligam seus líderes políticos (Eduardo Braga, Omar Aziz e José Melo) a escândalos de corrupção e crimes eleitorais. 

Tamo junto  

Se faltou defesa aos aliados, sobrou solidariedade dos vereadores com o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), hostilizado e chamado de golpista por manifestantes no aeroporto de Manaus.

Com medo  

“Se fazem isso com um deputado federal da envergadura do Pauderney, se pegarem a gente vão matar”, declarou o presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), na tribuna.

A propósito  

O vereador Professor Bibiano (PT) aproveitou que o nome de Pauderney estava na roda de temas na CMM, ontem, para comunicar que o TCU aceitou pedido dele para investigar os gastos com merenda escolar quando o deputado foi secretário municipal de Educação.