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Editorial

Por uma campanha limpa

14/08/2016 às 17:38
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Começa amanhã o período de campanha eleitoral em face das próximas eleições. Historicamente, é um período marcado por muita sujeira em todas as zonas da cidade, ataques apócrifos, cartazes e banners para todos os lados, sem falar no lamentável derrame de santinhos que, tradicionalmente, ocorre no dia da eleição, nas proximidades dos locais de votação. Porém, com as mudanças efetuadas na legislação eleitoral, tais práticas devem ficar no passado. O tempo dos candidatos porcalhões já acabou. Como resultado da minirreforma eleitoral, o abuso visual durante a campanha está proibido. Nada de muros pintados, nada de cartazes nos postes, nada de faixas nas passarelas. Quem sujar a cidade será punido na forma da lei. A cidade terá, finalmente, uma campanha limpa. Pelo menos no que diz respeito à limpeza física.

Infelizmente, tudo indica que outro tipo de sujeira deve surgir com mais força nas próximas semanas. Trata-se da sujeira virtual; ataques anônimos que utilizam os recursos da internet, especialmente das redes sociais, para denegrir, difamar e desqualificar adversários políticos. Antes mesmo do início da campanha, alguns casos desse tipo já ocorreram em Manaus, dando uma amostra do que vem por aí. Mais do que nunca, o eleitor precisa estar atento e ter discernimento para saber o que é campanha e o que é marketing sujo. O candidato que se utiliza desse expediente para sobrepujar adversários dá demonstração inequívoca de seu caráter e uma amostra clara do que pode fazer, caso chegue ao comando da Prefeitura de Manaus ou consiga uma cadeira na Câmara Municipal.

Nenhuma campanha precisa ser pautada por ataques de qualquer natureza. O momento delicado vivido pelo País exige um amadurecimento por parte de eleitores e candidatos. A campanha,  que será mais curta que as anteriores, precisará ser objetiva, com propostas concretas e factíveis. Não há tempo a perder com ataques inócuos e que em nada contribuem para o debate de alternativas aos problemas de Manaus.

A Procuradoria Eleitoral conta com o apoio da população para fiscalizar o cumprimento da legislação no que diz respeito à campanha nas ruas. Por outro lado, a campanha virtual, que deve ser mais intensa neste ano, é muito mais difícil de fiscalizar. Caberá aos eleitores dar a resposta que esse tipo de campanha merece. Mais do que “vomitaços” nas páginas suspeitas, a melhor resposta é nas urnas. Não há mais espaço para sujeira de qualquer tipo nas eleições. Os candidatos devem abandonar estratégias escusas e mostrar-se como realmente são. E que o eleitor tome a decisão que lhe pareça mais sábia.