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Editorial

Por uma cidade mais segura

09/04/2016 às 23:08
Show manaus

O aumento no número de latrocínios - assalto seguido de assassinato - tem preocupado as autoridades do Amazonas. Já são 20 casos registrados só neste ano. É assustador pensar que, quando ocorre um crime desse tipo, a vida de alguém vale menos que um celular, uma bolsa ou qualquer valor em dinheiro. Criminosos vão às ruas dispostos a matar para conseguir o que querem.

Não há estudos que comprovem, mas analistas afirmam que a onda de desemprego resultante do quadro recessivo na economia tende a aumentar a criminalidade, principalmente roubos e furtos.

São crimes em que os autores, geralmente, não têm a intenção deliberada de matar, mas assumem esse risco e estão dispostos a fazê-lo diante da menor provocação. Por esse motivo, delegados orientam que as vítimas não esbocem qualquer reação e apenas entreguem os pertences solicitados.

Quem já teve a vida ameaçada por alguém portando uma arma e sobreviveu a essa situação extrema conhece a sensação de insegurança e impotência misturada com raiva que toma conta logo após o ocorrido. Apenas depois vem o alívio de perceber que esteve muito perto da morte e sobreviveu.

Como viver em paz sabendo que não há lugar seguro, que a qualquer momento podemos ser vítimas de criminosos dispostos a matar ou morrer? Como ter tranquilidade sabendo que nós, nossos filhos, irmãos e demais entes queridos, estamos permanentemente correndo esse risco? Não há segurança nem mesmo em nossas casas. Alguns dos casos citados na capa desta edição ocorreram dentro das casas das vítimas.

Como viver com a eterna lembrança de pessoas amadas que tiveram as vidas encerradas de forma tão brutal e sem sentido? Para as famílias restam apenas a dor, e saudade e a esperança de que a justiça seja feita. Não por um sentimento de vingança, mas como demonstração de que o sistema funciona; que crimes tão graves não passam impunes, que os autores da barbárie não vão ficar livres para seguir destruindo outras famílias.

Cabe às autoridades dar uma resposta a essas famílias com a celeridade necessária. E mais importante: tomar as medidas cabíveis para assegurar o mínimo de segurança aos cidadãos manauaras ou que escolheram Manaus para viver.