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Sim & Não

PR apostou R$ 2 milhões em chapa Braga e Marcelo Ramos

06/09/2017 às 20:19 - Atualizado em 06/09/2017 às 20:34
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A campanha do senador Eduardo Braga ao governo do Amazonas, que contou com o ex-deputado estadual Marcelo Ramos como candidato a vice, conseguiu arrecadar, entre recursos financeiros e estimáveis, um total de R$ 5,2 milhões. Desse montante, o maior valor foi doado pelo PR, partido de Marcelo. A legenda dedicou à campanha R$ 2 milhões. O PMDB de Braga destinou à chapa R$ 1,6 milhão. Os dados já foram enviados à  Justiça Eleitoral.  

Soma   Os repasses em dinheiro para a campanha de Eduardo Braga e Marcelo Ramos somaram, ao todo, R$ 4,8 milhões. Os valores de receita arrecadada chegam a R$ 5,2 milhões quando somados à prestação de serviço voluntário, tidos como “doações”. 

Desilusão   Informação que chega à coluna dá conta da frustração do senador Eduardo Braga com o PMDB, já que o parlamentar esperava muito mais do partido no que diz respeito à doação de recursos. A decepção seria tanta que Braga estaria até pensando em mudar de partido. 

Tostão  Na reta final do segundo turno da disputa pelo governo do Estado, a chapa PMDB/PR nitidamente perdeu força nas ruas, devido à falta de recursos. Braga chegou a dizer que essa era a “campanha do tostão contra a campanha do milhão”.  As doações em espécie para a campanha de Amazonino Mendes somaram  R$ 3,6 milhões, R$ 1,2 milhão a menos que as de Braga. 

Nada disso  Consultado pela coluna, o secretário-geral do PMDB, Miguel Capobiango, que confirmou os valores arrecadados pela campanha de Eduardo Braga, disse não ter ouvido do senador qualquer expressão que pudesse apresentar frustração 
com o partido. 

Compreensão  “O PMDB fez um esforço muito grande para arregimentar recursos”, comentou Capobiango. “O partido teve uma dificuldade de separar um orçamento maior porque não tinha se preparado para isso (eleição suplementar)”, justificou. Questionado sobre como o PR conseguiu fazer uma doação maior, ele respondeu: “O PR teve essas condições”. 

Peleja segue  A eleição acabou,  mas os recursos contra o pleito continuam tramitando nas cortes superiores. Andamento da ação movida pelo Podemos, contra a eleição direta, foi registrada ontem no site do STF com um despacho do ministro Ricardo Lewandowski,  que solicitou informações do TSE. 

Prazo  No mesmo despacho, Lewandowski dá cinco dias para que a Advocacia-Geral da União e à Procuradoria-Geral da República se pronunciem sobre o assunto. Os dois órgãos já se posicionaram antes contra a eleição direta.  

Crime Assunto que vem ocupando cada vez mais espaço na imprensa nos últimos dias, o assédio sexual em transportes coletivos faz parte de uma proposta do deputado Alfredo Nascimento (PR) que promete criminalizar a prática. 

Cadeia  O Projeto de Lei 5504/16 trata do ato de “constranger, assediar, abusar, molestar ou bolinar mulheres com fim libidinoso no transporte coletivo”. Aprovado, passa a ser punido no código penal com pena de reclusão de dois a seis anos e multa.