Terça-feira, 25 de Junho de 2019
Editorial

Preço dos combustíveis


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12/06/2019 às 07:46

Os protestos de motoristas de aplicativos em Manaus, na manhã de ontem, retomam situações que têm sido deixadas de lado ou tratadas com enorme lentidão. Por que demora tanto o efeito da redução do preço dos combustíveis na cidade de Manaus e nos demais municípios do Amazonas? Quando é que as autoridades do Estado irão tomar providências para resolver o problema?

Há nítida falta de respeito com os motoristas quando a informação tornada pública revela-se uma farsa. E pior, quando são anunciadas providências que não se cumprem e deixam a população feito marionete. No caso dos combustíveis, os anúncios de redução de preço estão sendo transformados em pesadelo para os motoristas porque são impulsionados por tais informações e ao chegar aos postos deparam-se com valores elevados. São várias as implicações desse tipo de comportamento, levam ao entendimento de que há um tipo de pacto em vigor que arrasta o preço alto ao limite máximo e obriga os consumidores a arcar com esses valores; provoca revolta, pois, entre o anúncio de redução de preço, cujo efeitos políticos-eleitorais são recorrentes, e a realidade há diferença enorme o que poderá levar a outras reações.

Esse descompasso repetitivo leva ao entendimento de que as autoridades públicas não estão se importante com os apertos vivenciados por amplos setores da população. É como se os direitos desses setores estivessem sendo ignorados e essa postura fosse normal. Não há explicação tecnicamente convincente que justifique o não repasse da redução de preços por parte das distribuidoras. O Poder Legislativo tem sido cúmplice nesse tipo de ação quando retarda a discussão, a fiscalização e um posicionamento firme que permita à sociedade ter respostas mais efetivas.

A situação de desemprego, o arrocho salarial e a elevação dos preços de inúmeros serviços básicos estão, em conjunto, produzindo mais dificuldades a maioria da população amazonense. Garantir que os preços rebaixados sejam efetivados em curto tempo deveria ser uma das tarefas estratégicas e imediatas do governo e dos poderes instituídos para evitar o colapso. Ao contrário, a morosidade na tomada de decisão aparece em primeiro plano. Nesse aspecto, o que se acentua é o descaso e, para os que se sentem lesados,  ampliar os protestos.


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