Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
Editorial

Preços são reajustados em larga escala


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03/04/2020 às 08:00

Segmentos empresariais aproveitam a crise produzida pelo novo coronavirus para reajustar em mais de 70% os preços de produtos. No de supermercados, em Manaus, consumidores relatam a alta elevada dos produtos que compõem a cesta básica e daqueles do grupo de limpeza.

As frutas e verduras tiveram seus preços triplicados e, com essa conduta, empresários demonstram como se comportam em um ambiente de pandemia, quais são verdadeiramente seus compromissos e a perspectiva de atendimento ao pedido de mobilização nacional feito por autoridades da saúde nacional e internacionalmente.

Consumidores que costumam buscar supermercados e estão entre os perfis de classe média baixa à média relatam dificuldades para adquirir produtos em função da rápida elevação dos preços e do impacto da medida no orçamento familiar. Muitas dessas famílias estão adotando o corte de produtos da lista que tradicionalmente utilizavam nas idas aos supermercados da cidade. 

Os mais pobres que costumavam aproveitar os dias de promoção nesse tipo de estabelecimento descobrem que não podem mais bancar a compra da maioria dos itens da cesta promocional. De promoção não têm nada ou quando apresentam um preço mais baixo é porque o produto está vencendo naquele dia ou em dois dias. Há uma postura extremamente perversa por parte de alguns dos empresários do setor que ignoram o impacto da situação local e mundial e apostam em uma velha tradição nacional de obter lucro a qualquer custo.

O Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor do Amazonas (Procon-AM) é chamado a reforçar e ampliar as formas de fiscalização nesses locais e estabelecer parâmetros que salvaguardem os direitos dos clientes e restabeleçam critérios técnicos, públicos e justos na política de reajuste de preços. O que se constata é uma orientação por parte do governo e uma prática completamente diferente por parte de grupos empresariais. Entre as medidas anunciadas, como a de congelamento de preço de determinados serviços, produtos e medicamentos, a corrida para especular e reajustar em porcentuais elevados, é esta última que prospera.

Na balança da pandemia, um prato alguns empresários inescrupulosos festejam uma temporada de lucros abusivos e cruzam os braços diante de uma maioria da população em dificuldade crescente e parte dela com o direito negado de acessar alimentos e produtos de higiene.


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