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Editorial

Prédios abandonados

04/08/2016 às 09:32 - Atualizado em 04/08/2016 às 09:32
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O que fazer com os prédios abandonados? A resposta dada tem sido a da ausência dos gestores públicos. A sensação experimentada por parcela da sociedade é a de abandono literal. A ocupação dessas unidades para vários fins e em desacordo com as normas é a resposta dada por diferentes grupos sociais.

O problema está posto. De um lado o abandono em si dessas construções que produzem outras dificuldades e, de outro, as ocupações desses locais. A ineficiência governamental aliada à lentidão na tomada de medidas cria ambiente favorável a esse quadro e alimenta os conflitos que se seguem após as ocupações desses prédios.

Como desenvolver uma política equilibrada, ágil e adequada para conhecer os prédios abandonados e as razões desses abandonos? Não se trata de tarefa difícil. O que dificulta é o comportamento de omissão adotado pelos gestores públicos que ao ignorarem as dimensões desse problema promovem mais dificuldades para a gestão da cidade. O legislativo silencia tornando-se cúmplice dessa conduta administrativa.

Um bom levantamento poderá produzir respostas administrativamente coerentes e justas. É possível pensar numa política de recuperação e de utilização dos prédios abandonados. É possível fazer funcionar uma feição da Justiça pouco acionada para esse setor como encaminhamento a ser dado mesmo antes de o prédio vir a ser ocupado por anos a fio o que gera processos de disputa de longa duração.

Manaus está cheia de prédios abandonados e de grandes áreas construídas pela metade com anos de paralisação a obra. A fiscalização zelosa teria condições de tratar desse tema de outra forma e em conformidade com o código de postura do município e de outras legislações relacionadas aos direitos e deveres da vida na cidade.

O pior nessa questão é quando ela passa a ser instrumentalizada eleitoralmente. A cidade mais uma vez é ignorada e grupos específicos são contemplados ou têm seus direitos negados mediante o jogo jogado. Retirar o tema desse nível de descaso é uma necessidade que tem sido posta de lado e minimizada até que uma situação mais grave ocorra e o inclua na pauta. Nesse momento em que se discute as candidaturas dos que postulam administrar a cidade, eis um item a espera de ser tratado com responsabilidade.