Terça-feira, 18 de Junho de 2019
Editorial

Pressa na Previdência


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09/06/2019 às 14:19

É consenso até mesmo entre os opositores mais aguerridos do governo a necessidade de haver uma reforma da Previdência. A discordância começa quando se fala nos detalhes do texto final que será aprovado pelo Parlamento. Existem divergências  em vários  pontos importantes. O mais recente é se a reforma deve ou não abranger estados e municípios. Há quem defenda a inclusão apenas dos estados com claros sinais de desequilíbrio fiscal - o que significa quase todos -, mas é fato que há aqueles plenamente saudáveis. Esse debate vai longe.

Mas, independentemente das regras que forem “paridas” em Brasília, o trabalhador tem a convicção de que será afetado. E quem já está em vias de se aposentar, corre contra o tempo para garantir o benefício segundo as regras atuais, evitando perdas que certamente virão com a aprovação das novas regras.  

Embora especialistas sejam unânimes em afirmar que não é preciso ter pressa na busca pela aposentadoria, o temor dos servidores é totalmente compreensível, até porque ninguém sabe ainda como vão ficar as regras de transição. A situação é especialmente delicada para trabalhadores rurais e  professores, que serão duramente prejudicados se o texto original do governo for  aprovado do jeito que chegou à Câmara.

Essa, aliás, é outra certeza: o texto que sairá da Câmara será diferente do que foi enviado pelo Executivo. Analistas avaliam que o sucesso ou fracasso da reforma depende do grau de diferença entre os textos original e final. Pelo menos, no que diz respeito a professores e trabalhadores rurais, tanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia, como o próprio relator da matéria, deixam claro que haverá mudanças no texto que deve ir à votação em julho. Como “seguro morreu de velho”, esses profissionais preferem não correr o risco. Ressalte-se: é preciso que a Previdência seja reformada, mas essa reforma tem que ser justa. Há muita insatisfação por parte de várias categorias de trabalhadores, principalmente servidores públicos, que se queixam do endurecimento das condições para conquistar a tão esperada aposentadoria, sobretudo porque, para  outras categorias, como os militares, as mudanças serão menos severas.  Todos aguardamos com ansiedade o resultado do trabalho do relator, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).           


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