Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Editorial

Prioridades para o desenvolvimento


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17/06/2019 às 08:15

A economia do Amazonas segue em queda, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É impossível não deixar de considerar que há no País mais de 13 milhões de desempregados e que as expectativas para um Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 1% no fechamento do ano são cada vez mais fortes. Além disso, paira sobre o Amazonas a constante ameaça em relação à Zona Franca de Manaus (ZFM), sobretudo depois da divulgação de informações a respeito do “Plano Dubai”, sobre o qual não existe consenso, nem mesmo dentro da equipe econômica do governo federal. O fato é que os dados macroeconômicos relativos ao País continuam negativos, e tudo indica que devem continuar nessa tendência mesmo com a aprovação da reforma da previdência, seja qual for o texto final.

Independentemente de eventuais falácias contidas no tal “Plano Dubai”, é preciso considerar alguns aspectos. O primeiro deles é que, na raiz, o “plano” tem razão: a Zona Franca foi concebida para ser finita, com data determinada para acabar. O modelo é, antes de tudo, um intervalo para que o Estado crie condições para desenvolver um outro modelo, que não dependa de incentivos fiscais, e que tenha condições de promover o desenvolvimento, não só da capital, mas do Amazonas como um todo, inclusive, induzindo o crescimento econômico e social nos Estados vizinhos. Há um outro porém que vem sendo negligenciado pelo  governo federal em sua corrida liberalista: o modelo local só poderá cumprir sua missão primária se houver condições macroeconômicas adequadas.

Em mais de meio século, o Estado Brasileiro não conseguiu integrar a região ao restante do País do ponto de vista logístico. Podemos citar especificamente as rodovias BR-319 e a Transamazônica. Essas são vias que ainda hoje aguardam providências  que devem vir de fontes federais para contribuir plenamente para o desenvolvimento da região e da Nação.

É injusto argumentar que a Zona Franca falhou quando o Estado Brasileiro permaneceu inerte ao longo de tantas décadas e permanece ainda hoje. Vale ressaltar, aos esquecidos, que o Plano Nacional de Infraestrutura, anunciado há poucos meses, excluiu a BR-319 e mais pareceu um plano nacional de apoio ao agronegócio que propriamente um projeto de desenvolvimento nacional.

Tanto o governo federal como o estadual precisam traçar estratégias comuns, com esforços concentrados em áreas prioritárias, segundo estudos técnicos, para garantir a promoção do desenvolvimento econômico paralelo ao social.


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