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Editorial

PTB faz chacota com Temer

22/01/2018 às 22:05
Show temer 123

O Governo Federal decidiu bancar a qualquer custo as exigências feitas pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, para garantir a posse da deputada federal Cristiane Brasil no comando do Ministério do Trabalho. O vai e volta jurídico não desanimou o presidente Michel Temer que tenta, por todas os meios, agradar a cúpula do PTB e familiares a ela ligados.

O Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Mati) entrou com recurso contra a decisão mais recente que acatou a posse da deputada federal marcada para ontem, segunda-feira. A ação do Mati recebeu o aval da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, em decisão tomada na noite de domingo tornando incerta, temporariamente, a posse de Brasil. Tanto Temer e a direção do PTB insistem em patrocinar mais um episódio vergonhoso em longo prazo.

Não deveria mais ser uma questão de avaliação jurídica ou de interesse restrito do PTB manter o nome da parlamentar para o Ministério do Trabalho ou qualquer outro posto no executivo. A ficha da deputada oferece elementos que a impedem de exercer esse posto, se forem consideradas a condição de justiça e de probidade administrativa para o exercício das tarefas de servidores públicos.

O problema é que o pacto para garantir o governo de Temer ignora completamente os limites e torna-se a cada dia mais abusivo. O PTB por meio da direção que o comanda demonstra a completa falta de controle do governo sobre suas ações e brinca escancaradamente com o presidente impondo um único nome para dirigir o Ministério do Trabalho. Temer até agora disse sim.

Desde o inicio do processo de substituição (o nomeda deputada para assumir a pasta foi anunciado pelo presidente Temer em 3 de janeiro) que a indicação feita pelo pai de Cristiane de que ela seria o nome da vez para o Ministério do Trabalho que os problemas nesse setor aumentam. A deputada deveria, na condição de ministra, atuar nas negociações para a aprovação da reforma da Previdência. Os problemas envolvendo a conduta da parlamentar nessa área a inviabilizam ou tornam mais complicada tanto a posse quanto uma futura negociação intermediada por ela em tema tão delicado como o é o a reforma da previdência.