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Editorial

Quadro difícil

02/04/2017 às 19:49 - Atualizado em 02/04/2017 às 19:52
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O presidente Michel Temer (PMDB) esta levando muito a serio a recomendação de um empresário integrante do Conselhao de aproveitar a baixa popularidade para fazer o que, na avaliação deste empresário, "tinha de ser feito".

Pois foi fazendo coisas como sancionar a lei que libera a terceirização para todas as etapa produtiva, num simbólico dia 31 de marco, mudar o ensino médio sem explicar as razoes e propor uma reforma da previdência que estabelece uma idade mínima de 65 anos para o trabalhador comum e ao mesmo tempo manter os privilégios de militares e políticos que hoje ele amarga índices de aprovação baixíssimos e tendo que debelar uma crise política aberta pelo próprio partido, liderado pelo senador Renan Calheiros (PMDB/AL).

Brigar com Renan por causa do ex-deputado Eduardo Cunha, atualmente hospede da Policia Federal em Curitiba e condenado a 21 anos de cadeia pelo juiz Sergio Moro, parece ser uma atitude das mais temerárias do presidente Temer. O senador, um dos mais espertos políticos do Pais - para o bem ou para o mal - tem poder para desequilibrar no senado toda a agenda de reformas propostas pelo governo e não por acaso  ja e dado como certo no Congresso Nacional que a reforma da previdência só será votada no segundo semestre, alongando o prazo que a oposição tem para desidratar o projeto com os sucessivos protestos nas ruas e as pressões sobre os parlamentares.

Para piorar a situação do presidente, ele tem contra si o pedido de cassação da chapa dele com a ex presidente Dilma Roussef que deve chegar aos finalmente nessa semana. Todos em Brasília dão como certo que o relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral, ministro Herman Benjamim, vai impugnar a chapa, cassar Temer e determinar nova eleição via Congresso Nacional. Este voto, contudo, será submetido aos escrutínios dos demais ministros, o que pode prolongar e dar sobrevida ao atual presidente.

O problema e que tendo contra si um pedido de cassação, um congresso inamistoso e uma crise econômica ainda longe do fim, o governo Temer flerta com um final antecipado. Todos os cenários atuais são contrários ao governo e reverter o quadro exigira de Temer ações rápidas e cirúrgicas se assim quiser chegar ao final em 31 de dezembro de 2018.