Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020
Editorial

Que o governo atue de forma correta


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05/08/2020 às 08:20

O desempenho dos setores comercial e industrial brasileiros apresentaram, neste início de mês, sinais positivos considerando a drástica desaceleração da economia provocada pela Covid-19. As projeções feitas por especialistas apontam para atenuação do quadro de recessão e superação até o final deste ano dos índices em vermelho.

Os dados otimistas baseiam-se no movimento que vem sendo feito principalmente a partir da segunda metade de julho e a reabertura de determinados segmentos. Dois aspectos são importantes pontos de reflexão nesse panorama. Um deles é o monitoramento do tamanho da disposição do governo em trabalhar a política de desenvolvimento e economia do Brasil de forma mais efetiva e determinada. Ou seja, canalizar a energia da administração pública, notadamente nas áreas do comércio, da indústria e do turismo, para o fomento de iniciativas de apoio às propostas de inovação, cada vez mais necessárias com o advento da pandemia. 

Até agora, o governo utiliza tempo e esforço para produzir e promover redes de intrigas que atrasam o Brasil e agravam situações socioeconômicas. A pandemia do novo coronavirus demonstrou como a estrutura de poder do Governo Federal atuava noutra direção e segurou, ao máximo, medidas que pudessem ampliar a prevenção a doenças, mas também de socorro a milhões e brasileiros em situação de vulnerabilidade. No momento em que a equipe administrativa deveria cuidar do imediato – a Covid-19 e suas consequências – e do estratégico, a economia do País e as condições de vida dos brasileiros, das atividades de serviços, da economia, estava em maioria estava envolvida em ações de interesse mais restrito ao núcleo presidencial-familiar, e o fez de forma extrema, o que se revelou profundamente prejudicial ao conjunto da sociedade e da força produtiva brasileira.

O outro ponto é o de percepção da capacidade reativa tanto dos setores sociais quanto o de produção. O governo federal tem a possibilidade de interagir para aumentar esse potencial e não criar dificuldades.  A equipe colocada no primeiro escalão do governo está diante de duas opções: evitar a repetição da postura tomada nos quatro primeiros meses da pandemia; ou ignorar os erros cometidos, talvez sequer considerar como erros, e repetir a mesma conduta. O Brasil responde com bom ânimo para o equilíbrio de contas, aumento dos postos de trabalho e retomada firme na superação da crise. Basta ao governo fazer corretamente a sua parte.


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