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Editorial

Que vença a democracia

22/08/2016 às 23:00
Show senado

O Brasil está prestes e encerrar um dos capítulos mais controversos de sua história recente: o segundo julgamento de um presidente da República em apenas 31 anos após o restabelecimento da democracia, em 1985. Os próximos dias devem ser de intensa negociação nos bastidores, tanto por parte da presidente afastada, Dilma Rousseff, quanto do presidente interino, Michel Temer, para conseguir apoio dos senadores. 
As últimas sondagens realizadas junto aos parlamentares indicava que o cenário segue indefinido às vésperas do julgamento histórico. Resultado concreto, provavelmente, só na madrugada do dia 31 de agosto, quando todos os senadores apresentarem seus votos, encerrando a controvérsia. 
De qualquer forma, independentemente do resultado do julgamento, o que os brasileiros esperam - tanto os favoráveis quanto os contrários à presidente afastada - é que a crise política, que acentua a crise econômica que assola o País, finalmente, encontre um desfecho. 
Com a instabilidade resolvida, espera-se que o presidente da República, seja Dilma ou Temer, tome as providências necessárias para que o País saia da paralisia administrativa. Vale lembrar que os poderes de Temer, na condição de presidente interino, são limitados pela própria incerteza quanto a sua permanência no cargo.  Da mesma forma, o encerramento do impeachment dará tranquilidade administrativa à presidente Dilma.  

Outro resultado do julgamento, espera-se, será o reforço da democracia, ainda que pesem sobre o processo várias críticas quanto aos próprios fundamentos da denúncia. Esses aspectos devem ser avaliados com lisura e segundo os parâmetros estabelecidos pela Constituição Federal. Cumprindo o rito constitucional, o julgamento será comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Seja qual for o resultado, será o fim de um período obscuro que a nação precisa superar o mais rápido possível e emergir como um País mais forte, com um povo mais unido. 
Sempre haverá, e é muito bom que haja, divergências políticas de toda ordem, mas acima disso, precisa prevalecer um sentimento de união nacional. É esse sentimento - tão enfatizado durante os Jogos Olímpicos - que deve predominar.