Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020
Editorial

Reabertura com responsabilidade


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06/07/2020 às 08:10

Aos poucos, Manaus vai voltando à “normalidade” interrompida pela pandemia do novo coronavírus. No último sábado, a capital voltou a registrar zero óbito por covid-19, assim como no dia 24 de junho. Ontem, o Estado registrou sete mortes, sendo dois na capital. Parece cada vez mais próximo o dia em que ninguém terá morrido com a doença no Estado. Mas os efeitos da pandemia serão percebidos ainda por muito tempo.

Os números dos próximos meses serão decisivos para sabermos o ritmo da recuperação que teremos no pós-pandemia, mas não deve ser muito diferente do restante do País. Contudo, o Estado deve ser o primeiro a sair da situação de emergência sanitária e pode também ser o primeiro a superar as dificuldades econômicas. Por isso a reabertura das atividades não essenciais precisa acontecer, seguindo, é claro, todos os protocolos de segurança para evitar uma segunda onda de infecções. Isso seria desastroso em todos os aspectos, mas é uma possibilidade real, já que está acontecendo em vários países.

O governo espanhol, por exemplo, acaba de ordenar o reconfinamento de parte da população para conter o avanço de novos casos e aumento no número de óbitos. Esse ponto é especialmente preocupante no Amazonas, onde a população mostra uma enorme resistência em adotar as medidas de isolamento social.

A pandemia começou por aqui em março e alcançou seu pico em abril. De lá para cá, em muitas áreas da periferia da cidade, é como se nunca tivesse acontecido. Se não fosse pelo fato de muitas pessoas usarem máscaras, ainda que no queixo, um desavisado poderia achar que a zona leste por exemplo, sempre esteve livre da doença. Essa displicência com a própria saúde e com a saúde pública em geral precisa ser considerada pelas autoridades na implementação do plano de reabertura.

Hoje começa o quarto ciclo do plano de reabertura gradual do comércio e atividades não essenciais na capital. Voltam a funcionar as creches, escolas e universidades da rede privada, bares, entre outros. É fundamental que haja fiscalização firme quanto ao cumprimento das medidas protetivas, já que, espontaneamente o descumprimento por parte de muitos é quase certo.  Não podemos “dar mole”. Os números são animadores, mas não se pode perder de vista que o perigo ainda permanece, mas que depende de nós mantê-lo sob controle.

 

Foto: Jair Araújo


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