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Editorial

Reação contra a crise

18/02/2017 às 18:47
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A turbulência econômica que o Brasil ainda vive, mas que já dá sinais de calmaria, deixou sequelas sem precedentes. Não apenas no número de desempregados, mas na quantidade de negócios que quebraram ante a maior recessão que o País já viveu. O consumidor, portanto, não tinha outra opção que não fosse apertar o bolso, reduzir o volume de gastos e, mesmo estando empregado, frear o ímpeto pelas compras. O comércio sentiu o baque. A economia do Brasil encolheu 4,3% no ano passado. De acordo com o IBGE, o setor de serviços teve queda de 5% em 2016.

O ano de 2017, porém, promete ser mais promissor. O finalzinho do ano passado já apontava uma alta de 0,6% no mesmo setor de serviços que teve queda na soma geral dos 12 meses. O fôlego da economia, conforme a expectativa do mercado financeiro, deve ser recuperado no segundo semestre, mas a bolsa de São Paulo, por exemplo, esteve semana passada no nível mais elevado em cinco anos – puxada pela entrada de recursos do exterior.

Não se pode negar que as mexidas no tabuleiro econômico contribuíram para o retorno do otimismo do mercado financeiro. A liberação de verbas do FGTS está entre as iniciativas do governo federal que, apesar de ser um paliativo, vai contribuir para que parte dos brasileiros pelo menos quite suas dívidas. As alternativas, no entanto, não vêm sendo dadas apenas pelo governo. A iniciativa privada demonstra estar disposta a “driblar” as dificuldades e recriar-se diante da realidade atual.

Não apenas no Amazonas, empresários de diversos ramos foram forçados a usar da criatividade para construir novos negócios. E, apesar da desordem econômica, estão conseguindo superar a crise. O exemplo, desta vez, vem do bairro Vieiralves, onde comerciantes decidiram reinventar empresas, dividir espaços e lucrar com novos modelos, como se vê na reportagem de capa do Caderno +Dinheiro deste domingo (19).

“Quando você tira o ‘S’ da crise, você cria. Na crise existe muita oportunidade; o empreendedor, o empresário brasileiro precisa estar atento a essas mudanças”, ensina o empresário Mauro Eduardo, um dos personagens da matéria. A palavra de esperança dá ânimo em meio à turbulência, mas também mostra que só esperar não é suficiente. É preciso agir.