Reajustes de preços de serviços nas alturas

19/08/2020 às 11:24.
Atualizado em 13/03/2022 às 19:07

A falta de energia elétrica em vários bairros de Manaus, no domingo (16), deixou milhares de famílias em situação de agonia, muitas delas, de acordo com relatos em redes sociais, estavam com pessoas doentes em casa que necessitavam de ambiente mais ventilado ou refrigerado. Uma das críticas mais fortes dos que ficaram sem a energia foi a de não terem sido informadas sobre a interrupção do serviço e por várias horas.

O agravante é que o fornecimento vem sendo interrompido em meio a duas condições, uma, a do reajuste no valor da tarifa, em vários casos, o aumento supera a 300%; e a outra, no período em que a temperatura da cidade está muito elevada, em média, 34ºC, com sensação térmica média de 36º/37ºC.

Por que esses valores foram reajustados em porcentuais tão elevados? E faltam vir a público os elementos de negociação, se existem, por parte do governo no sentido de evitar mais um ataque duro à economia da população em meio a uma pandemia de longa duração e com efeitos muito prejudiciais a maioria dos brasileiros.

No Estado do Amazonas, abuso em séries vem sendo praticados por prestadores de serviço essenciais. Uma das atividades que entrou no circuito da fiscalização foi a de material de construção que exorbitou no aumento de produtos como cimento, tijolo e outros dessa linha. O resultado final da fiscalização feita em Manaus e no Município de Iranduba precisa ser tornado público, e que sejam apresentadas as decisões tomadas em defesa dos direitos do consumidor. Falta às comissões de defesa do consumidor avançarem nos acompanhamentos em outras áreas e oferecer respostas às dificuldades que estão sendo impostas às famílias amazonenses e, notadamente, para as mulheres que são chefes de família.

Os serviços essenciais estão em escalada de reajustes e impactam pesadamente na renda familiar. Água, luz, gás de cozinha, alimentos e transporte deveriam ser parte de uma bolsa de apoio às famílias que estão mais fragilizadas, com tarifas que não fossem reajustadas pelo menos este ano. Caberia ao governo perceber o drama das famílias e intervir para reduzi-lo, o que não está ocorrendo. Nesse tipo de situação, cabe às outras instâncias de poder, legal e legitimamente constituídas, entrarem em ação. 

 

      

 

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