Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Editorial

Rede de apoio à mulher


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15/10/2019 às 08:53

O atendimento especializado às mulheres vítimas de violência no Amazonas precisa avançar muito para alcançar nível tecnicamente satisfatório. A rede de proteção à mulher sofre as consequências de interrupções feitas principalmente nos períodos de troca de gestão o que interfere na manutenção e qualificação permanente da infraestrutura disponibilizada no Estado.

Indicadores fornecidos por organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres e no combate a violência doméstica demonstram que a instabilidade político-administrativa, posicionamentos de gestores e de governos dissociados das reivindicações apresentadas anualmente por esses movimentos, instituições e núcleos de pesquisas retardam a tomada adequada de posição. O reflexo gera ações tardias e algumas delas não contextualizadas, o que, no conjunto, produz mais violência.

A rede de proteção às vítimas de violências é uma das mais antigas reivindicações do movimento e das organizações de mulheres no Amazonas. E para se constituir como tal precisa de investimentos, disposição para equipar a rede com equipamentos e recursos humanos adequados. A formação continuada dos recursos humanos é outra exigência considerando que, em geral, pessoas que estão em funções de atendimento à mulher vitimizada por vezes se tornam obstáculos, julgam e condenam pela segunda vez, em seus comportamentos, essa vítima.

Compreender como essa violência se realiza, de que forma a estrutura institucional é em si expressão de violência contra as mulheres exige a formação permanente nesse setor, o que poderá ser instrumento mais eficaz de enfrentamento aos atos de violência. Além do pessoal, são necessárias delegacias, casas abrigo e eficiência no manejo das informações que não se limitem a Manaus e sim consigam atingir todos os 62 municípios.  Funciona, com vigor, uma parede enorme que mantém mulheres vitimizadas e àquelas sob ameaça de violência na condição de permanente risco. É esse sistema que precisa ser construído e colocado para funcionar, permanentemente, que o Amazonas deve oferecer às mulheres e as demais pessoas em situação de ameaça pela violência.

Algumas medidas estão sendo tomadas, mas elas necessitam avançar e ser enraizadas para lidar com o tamanho dessa violência e as terríveis consequências dela. Os números que projetam os atendimentos e as mortes são altos e não podem ser banalizados. Os governos do Amazonas, estadual e municipais, podem fazer um percurso em favor da vida digna das mulheres.


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