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Editorial

Respeito ao Meio Ambiente

12/04/2016 às 21:34
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Merece aplausos a iniciativa da empresa Rio Limpo, instalada na Zona Franca de Manaus, que compra material reciclável recolhido por associações de catadores que atuam na capital. A ação da empresa e das entidades evitou que pelo menos 25 toneladas de embalagens longa vida, recolhidas ao longo de um ano, fossem parar no aterro sanitário ou no leito dos igarapés. Todo o material foi encaminhado para reciclagem.

Mas, se iniciativas como essa são totalmente benéficas, gerando renda para todos os participantes e, principalmente, contribuindo para preservação do meio ambiente, por quê não se vê mais ações nesse sentido? O que falta para que a indústria da reciclagem deixe de ser apenas um potencial para se tornar uma realidade na capital amazonense, como já ocorre em algumas cidades brasileiras?
Um exemplo é a Curitiba (PR), onde caminhões recolhem apenas lixo seco, sem restos orgânicos. O material é comercializado diretamente para empresas recicladoras, constituindo uma fonte de renda importante para a prefeitura.

 O presidente da Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental (Arpa), Raul Lima, alerta que Manaus ainda precisa avançar muito para atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Mais importante que programas oficiais, a cidade precisa desenvolver consciência ambiental, de forma que os cidadãos tenham plena consciência da importância de reciclar e dar ao lixo uma destinação adequada. Mas, para chegar a esse ponto, um longo caminho precisa ser percorrido. O nível de consciência da população quanto ao meio ambiente se reflete nos altos gastos da prefeitura com a limpeza dos igarapés que cortam a cidade, por exemplo. A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp)  gasta até R$ 1 milhão mensalmente para tentar manter os igarapés limpos, o que, sabemos, não consegue.
Apenas a atuação do poder público é incapaz de mudar essa rota. A mudança de cultura teria que começar cedo, em casa, com crianças seguindo o exemplo dos pais. A educação seria complementada nas escolas com programas sérios envolvendo os estudantes. Se começássemos hoje, talvez em algumas décadas, poderíamos ter uma realidade completamente diferente, com uma cidade mais bem cuidada por todos.