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Editorial

Responsabilidade de cada um

24/08/2017 às 22:07
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A segurança pública é um tema que preocupa quase todas as sociedades modernas, fruto dos extremismos nos países mais ricos e das desigualdades em locais como o Brasil, sendo Manaus um caso típico, posto que o poder de uma cidade industrial cria um exército de excluídos que, certamente, vão descambar para a criminalidade.

De um modo geral, a população, assustada e irritada com a violência cotidiana, tende a culpar o Estado pelo aumento da insegurança e o crescimento do número de bandidos que circulam livremente pelas ruas assustando a todos com ações que vão do assalto aos bancos até o batimento de carteira. Não está errada de todo aqueles que pensam dessa forma.

No entando é forçoso refletirmos sobre qual nossa parcela de culpa na composição total deste problema. Nos meios especializados já se diz há muito tempo que em locais como Manaus a população vítima da violência tem um comportamento inadequado diante da realidade e assim facilita a ação criminosa se expondo aos riscos. A CRÍTICA já mostrou por diversas vezes como o comportamento inseguro leva ao crime, sobretudo quando em áreas reconhecidas como violentas as pessoas circulam desatentamente falando ao celular ou remexendo na carteira. É a facilitação da  vida bandida. Claro que o Estado deveria estar ali protegendo, mas não está e todos nós sabemos disso, todos nós conhecemos a realidade do lugar.

Hoje mostramos que uma outra espécie de cidadão dá amparo, sem querer é óbvio, a bandidagem nossa de cada dia. Trata-se dos proprietários de imóveis que são abandonados e acabam virando moradia para populações de ruas e rotas de fuga para os criminosos, que aproveitam os lugares para fazer dele um escritório do crime.

A proliferação destes terrenos baldios em Manaus é um problema grave, está presente em todas as zonas da cidade, e será necessário uma olhada pertinente da prefeitura e da própria polícia no sentido de obrigar os proprietários a terem um comportamento diferente.

No aspecto urbano, o plano diretor é claro quando indica a punição de quem deixa seu imóvel entregue a própria sorte. Cabe fiscalizar e punir.

No aspecto policial, o ideal seria o monitoramento com vistas a acabar com estes nichos de bandidagem.