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Editorial

Rosalina e José Roberto, exemplos

05/05/2017 às 22:26 - Atualizado em 05/05/2017 às 22:28
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Em meio a escândalos de corrupção espocando a cada notícia de jornal, burburinhos políticos em todas as esferas da administração pública, com risco de  uma guerra nuclear  acontecer a qualquer momento  entre Estados Unidos e Coréia do Norte, na Ásia;  a violência urbana cotidiana e crescente e um ódio disseminado e difuso no seio da sociedade brasileira, somente um pequeno gesto pode fazer com que tenhamos esperanças de dias melhores e mais solidários, dias em que os seres humanos possam olhar para o futuro e dizer que ainda temos jeito de salvar a espécie.

E não é um gesto qualquer, é um gesto de compromisso com a vida e essencialmente de amor ao próximo. Trata-se, como A CRÍTICA mostra hoje, da adoação da menina Maria Eduarda, diagnosticada autista, cinco anos, dos quais quase todos morando no Abrigo Moacyr Alves, pelo casal Rosalina e José Roberto Rodrigues.

O amor entre os novos pais e a nova filha foi construído aos poucos, durante visitas aos finais de semana autorizadas pela Justiça do Amazonas, com anuência de Ministério Público e Defensoria Pública do Amazonas. Tudo para se chegar a um final feliz.

As palavras da juíza da Infância e Adolescência, Rebeca Mendonça de Lima, diz muito do gesto de Rosalina e José Roberto. “As crianças e adolescentes do Abrigo Moacyr Alves, em especial, são de difícil colocação para adoção e quando isto ocorre, como nesta semana, é motivo de imensa alegria para todos nós”. Responsável pelas audiências concentradas que buscam encontrar pais para crianças abrigadas, Rebeca Lima diz que a  intenção das audiências , realizadas em parceria com MPE e DPE    e ainda os representantes das entidades acolhedoras, é dar celeridade aos processos de adoção.

Mãe de terceira viagem - o casal tem outras duas filhas adolescentes - Rosalina conta que o sonho da adoção começou há seis meses , quando as visitas aos finais de semana foram autorizadas. “Os laços de afetividade foram fortemente estabelecidos. As pessoas de fora (de nosso ciclo familiar) podem achar que teremos muito trabalho por conta das limitações da Duda, mas não enxergamos dessa forma. Só temos, como família, o sentimento de gratidão e suas limitações se diluem”, disse Rosalina.

Neste sentido, só resta parabenizar o casal por um gesto que dá esperanças, não apenas para Duda, mas para a própria humanidade.