Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Editorial

Rumo à democratização do espaço.


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23/07/2021 às 22:52

A era do turismo espacial está oficialmente inaugurada com os voos das empresas SpaceX, Virgin Galactic, e Blue Origin, dos bilionários Elon Musk, Richard Branson e Jeff Bezos, respectivamente. Já é possível – pelo menos para os milionários – comprar passagens para ver a Terra do espaço sideral, o que abre um amplo leque de possibilidades. De imediato, temos uma quebra de paradigma. Algo que antes era reservado a agências governamentais como a Nasa e a ESA, agora, passa a ser explorado pela iniciativa privada em um negócio que, apesar de estar dando os primeiros passos, mostra-se bastante promissor. 

Especialistas concordam que ainda há um longo caminho a se percorrer até que viagens como essas deixem de ser exclusividade dos muito endinheirados, mas a tendência natural é que a evolução das tecnologias desenvolvidas proporcione o barateamento da operação, tornando a experiência menos inacessível para as pessoas com contas bancárias normais. Para quem não tem nenhuma expectativa de conseguir comprar uma passagem para o espaço, serve de consolo pensar que, pelo menos, o terraplanismo acaba de receber um duro golpe.

De qualquer forma, hoje, pode parecer muito improvável tornar-se cliente de Musk, Branson ou Bezos, mas vale lembrar que os primeiros voos em aviões comerciais começaram da mesma forma. A primeira passagem aérea custou o equivalente a US$ 10 mil (considerando o valor corrigido pela inflação) em 1914. Não é exagero pensar que daqui a algumas décadas, o preço de um passeio espacial seja muito próximo do custo dos voos comerciais de hoje. É esperar para ver. 

O objetivo das empresas de turismo espacial é o de qualquer outra empresa: fazer dinheiro; mas, provavelmente, com a consolidação do novo nicho, haverá espaço para pesquisa e educação, por exemplo. O desenvolvimento tecnológico deve dar um salto – não só como resultado do esforço de pesquisa das empresas – mas também porque qualquer governo ou centro de pesquisas, sem precisar dominar a tecnologia espacial, poderá, em tese, usar os serviços das empresas para realizar experimentos que só podem ser realizados fora do planeta. Um universo de oportunidades se abre, e julho de 2021 já está marcado como um dos momentos cruciais dessa trajetória.


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