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Editorial

Rumos e caminhos

10/12/2017 às 19:56
Show geraldo 123

O PSDB elegeu, no último sábado, um novo presidente e sinalizou que ele próprio será o candidato do partido na eleição presidencial do ano que vem.

Governador de São Paulo pela terceira vez e já tendo sido candidato a presidência em 2006, Geraldo Alckmin é um ator político já bastante experimentado no cenário nacional e, com sorte, tem passado ao largo dos escândalos que se abateram sobre as principais lideranças do partido, a saber: o senador José Serra, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira, o ex-governador Eduardo Azevedo e até mesmo o prefeito de Manaus, o Kimono da lista da Odebrecht.

Alckmin deverá ser o candidato que se posicionará no chamado centrão da política nacional, posicionando de maneira equidistante de Luiz Inácio Lula da Silva e de Jair Bolsonaro. A ideia é mostrar-se um homem conservador na economia e liberal nos costumes. É exatamente disso que a política nacional necessita para sairmos das posições extremadas que entramos a partir da eleição de 2014, quando Dilma Rousseff e Aécio Neves protagonizaram a mais sangrenta eleição presidencial da jovem democracia iniciada em 1985. Aquele ódio deixou marcas na política nacional e nenhum outro candidato ou político conseguiu trazer de volta ao bom senso ao debate nacional.

Geraldo Alckmin tentará fazer isso, mas tem contra sí o fato de patinar nas pesquisas de intenção de votos, hoje amplamente favoráveis a Lula e com Bolsonaro -  que nesta  semana visitará o Amazonas - consolidando um segundo lugar cativo.

Como se disse, é preciso injetar um pouco de bom senso no debate nacional de maneira que a população possa escolher soberanamente o melhor presidente possível, sem ficar no já manjado Fla x Flu, dos contras e dos a favor. É preciso debater que tipo de país nós queremos, quais caminhos podemos percorrer e quantas possibilidades temos de marcar presença no milênio de maneira positiva.