Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
Editorial

Segunda dose é fundamental


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14/04/2021 às 07:24

O fato de mais de 1,5 milhão de pessoas não terem retornado para tomar a segunda dose da vacina contra covid-19 é extremamente preocupante. Primeiro porque uma eventual abstinência generalizada em relação à segunda dose pode pôr a perder todo o esforço de imunização empreendido até o momento. Segundo, porque isso aumentaria sobremaneira as chances de enfrentarmos uma terceira onda de covid-19, com letalidade imprevisível. Vale ressaltar: a primeira dose da vacina, isoladamente, garante resposta imunológica menos eficaz do que a produzida após o efeito da segunda dose. Os estudos indicam que a primeira dose apenas prepara o sistema imunológico para um ataque viral, enquanto a segunda aumenta a imunização, proporcionando a proteção que a população precisa. No caso específico da CoronaVac – um dos dois imunizantes utilizados no País -, a eficácia de 78% refere-se ao resultado obtido pela combinação das duas doses, que conferem proteção total contra casos graves com internação e óbitos. Tal segurança não é alcançada com apenas uma dose.     

Diante do quadro gravíssimo, é acertada a atitude do Ministério da Saúde, que pretende divulgar lista por Estado com os nomes das pessoas que estão com a segunda dose atrasada. Um gasto de tempo e de recursos que não deveria ser necessário. O ministério não descarta uma campanha nacional para ressaltar a importância da imunização com duas doses. Vale destacar que se o Presidente da República praticasse o simples gesto de se vacinar, já seria um exemplo de forte impacto. Também seria interessante ver o governo federal promovendo campanha midiática convocando pessoas para a segunda dose, já que não há campanha semelhante nem mesmo em relação à primeira. De fato, as mobilizações pela vacinação têm sido empreendidas por estados e municípios, além da própria imprensa, que vem tocando a campanha “Vacina, sim!” para contrapor movimentos antivacina que, inacreditavelmente, resistem em pleno século XXI.

O fato é que a fuga da segunda dose existe e exige resposta urgente, em paralelo a outro problema: a ausência de doses em quantidade suficiente para acelerar a vacinação no País. Sem garantias quanto à oferta de imunizantes, o governo evita falar em prazos e o País segue em meio a incertezas.


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