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Sim & Não

Semed se livra de empresa investigada

09/02/2018 às 21:51
Show semed

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) decidiu não renovar o contrato que mantinha desde 2013 com a empresa Sisttech Tecnologia Educacional, contratada sem licitação para, entre outras coisas, fornecer material com instruções sobre robótica para alunos do ensino fundamental. A dispensa da empresa se dá exatamente no período em que o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas decidiram investigar os contratos, por suspeitas de irregularidades. 

Milhões   Com a justificativa de que precisava comprar “material pedagógico voltado para o ensino da Ciência e Tecnologia”, a Semed pagou à empresa valores estratosféricos: em 2013 R$ 8,2 milhões; 2014 R$ 5,7 milhões; 2016 R$ 5,8 milhões;  e em 2017 R$ 5 milhões para o “Clube de Linguagem de Programação e Robótica”.

Detalhe  A Semed sustenta que só em 2017 o gasto beneficiou 9 mil alunos. Mas, após decidir investigar o caso, o TCE/AM afirma que os técnicos do órgão, em visita às escolas municipais, não encontraram os kits de robótica. Além disso,  receberam dos professores queixas  sobre a distribuição do material didático, segundo eles,  quase sempre em desacordo com o calendário pedagógico.

Do contra 1  Em entrevista à rádio Rio Mar, ontem, o senador Eduardo Braga (MDB) voltou a se posicionar contra a privatização da Eletrobrás Distribuição Amazonas e explicou o motivo: “É dever da união cuidar do custo social da geração de energia no Estado”.   

Do contra 2  O parlamentar sustentou que nem todo tipo de privatização é benéfica. Citou, por exemplo, a privatização do Porto de Manaus. “Desastrosa”, afirmou. Pelo raciocínio de Braga, não se pode esperar lucro de investimento feito para levar energia ao interior do Estado. “Nem sempre o que é bom para São Paulo é bom para o Amazonas”, ponderou.

Estabanado  Artigo publicado pelo jornalista e cientista político Rodrigo de Almeida, no site Poder360, afirma que o prefeito Arthur Virgílio Neto atrasa o projeto do PSDB de chegar à Presidência da República. Conforme o texto, “tem cheiro e forma de delírio inconsequente” a estratégia adotada pelo tucano.

Sem juízo  “O baixo juízo de Arthur Virgílio prejudica o governador (Geraldo Alckmin)  e, mais do que este, o próprio PSDB”, diz o artigo, acrescentando que o prefeito “não faz cócegas” em Alckmin. “Seu único feito é tão-somente tornar o caminho do governador mais pedregoso. Tucanos sabem mesmo como prejudicar o próprio caminho”, ironiza. 

Desastroso O texto que ataca o prefeito de Manaus ainda acrescenta: “Graças a Arthur Virgílio, o PSDB perde tempo e energia num desgaste desnecessário. O dano é menor no tempo (afinal a pré-campanha só começa oficialmente depois de março) e muito maior na energia e na imagem do partido”.

Esclarecimentos O procurador-geral do Ministério Público do Amazonas confirmou à Assembleia Legislativa do Estado que vai a Casa no dia 20 de fevereiro explicar a compra de um prédio, na Avenida André Araújo, no valor de R$ 31,2 milhões. 

Sabatina Os deputados vão ouvir de Fábio Monteiro os motivos que levaram o MP a fazer a aquisição, realizada no final de janeiro.