Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
Editorial

Serviço cada vez mais capenga


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08/11/2019 às 06:50

Há expectativa quanto ao resultado do relatório sobre a intervenção no sistema de bilhetagem do transporte coletivo de Manaus. A previsão oficial é de divulgação do documento no final deste mês. Por enquanto, o usuário do sistema sofre com os efeitos da redução do número de veículos em circulação e pane diária desses carros.

Calor intenso, ônibus quebrados no início da manhã, à tarde e à noite. Paradas de ônibus lotadas e os veículos superlotados nos horários de maior afluência de passageiros. Insegurança na viagem de ônibus, com sequências de assaltos violentos. Preço alto para uma qualidade de serviço em processo de precarização.

Empresários medem força com o governo municipal e justificam a manutenção de uma frota desgastada por conta do não reajuste no preço da passagem. A intervenção feita pelo executivo municipal envolve uma promessa, a de levantar informações e apresentar relatório detalhado sobre o setor e, com ele buscar saídas para reduzir os problemas, oferecer um transporte coletivo mais humanizado e corrigir problemas. Daí o interesse e a cobrança para que os indicadores do processo interventor sejam revelados.

Há, principalmente por parte da população usuária do transporte coletivo, a vontade de ver superada essa fase de maus-tratos e do sofrimento causado a esses milhares de usuários. São meses de desrespeito na prestação de um serviço e pelo qual o passageiro paga um valor que impacta profundamente no orçamento familiar. É necessário que também os setores de fiscalização acompanhem o drama dos passageiros e cobrem medidas objetivas para a devida correção desses problemas. Em menos de dois meses o ano de 2019 se encerra e o novo ano tende a começar com os mesmos velhos entraves nessa área. Não é admissível que este assunto seja naturalizado.

O sistema de transporte coletivo funciona de forma anormal e atenta, todos os dias, contra os direitos dos passageiros que, em geral, têm se comportado de forma paciente ao lidar com os ataques que sofrem. Nos últimos três meses, o usuário tem sido massacrado pelo cabo de guerra entre empresariado e o Governo Municipal. Quem é que defende os interesses desses passageiros? Quem é que o atenderá nas crises de estresses provocados por esse tipo de desrespeito?
 
 


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