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Editorial

Serviços precarizados

03/02/2017 às 22:30
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Os trabalhados de recuperação de bueiros e tapa buracos nos bairros de Manaus exigem mais atenção da gestão municipal. O que está sendo feito de forma repetitiva em várias ruas da cidade é um serviço de qualidade precária e vida curta. A questão é por que investir recursos públicos em atividades desse nível que não resolvem os problemas dos quais os moradores, pedestres e motoristas reclamam há tempo?

Os remendos nas ruas não se sustentam. Uma semana após serem feitos já estão esfarelados e os buracos a amostra. A fiscalização adequada e responsável pode evitar prejuízos maiores ao município em todos os sentidos. Um, evitar o desperdício de material, de verba e de equipes de trabalhadores em ações que não gerarão resultados satisfatórios. A crise deveria balizar a tomada de iniciativas dessa natureza e gerar procedimentos mais duradouros.

Sequer fica a sensação de que alguma coisa de recuperação está sendo feita. Equipes estão sendo deslocadas de um lado para outro, fazem remendos precarizados e, ao final, as ruas permanecem com os buracos, os bueiros abertos e  meio-fio inexistentes. Motoristas reclamam desses procedimentos e não são os únicos, os moradores que veem a chegada das equipes de trabalho nas ruas festejam a possibilidade de resolver os problemas nas ruas por onde andam  e  se decepcionam ao constatarem  a péssima ação de recuperação e a quantidade de material desperdiçado.

Quanto aos bueiros, motivo de celebração de Termo de Ajustamento de Conduta entre Prefeitura e Ministério Público, o serviço indica ter ficado pela metade tamanha a quantidade de bueiros a céu aberto. Os perigos já foram expostos e aumentam na medida que a chuva se intensifica. Se a fiscalização for feita com atenção devida será possível corrigir os descaminhos nessas atividades e  assegurar que a operação represente de fato uma boa recuperação de vários trechos da cidade.

O problema é que os trabalhos continuam sendo feitos no mesmo ritmo de baixa qualidade, principalmente os remendos de ruas sem que haja acompanhamento de fiscalização técnica capaz de barrar o desserviço e o lançamento no ralo de volume expressivo do dinheiro público. Dessa forma, a tentativa de mostrar serviço por parte do governo municipal e de que há atenção para os dilemas da cidade se perdem.