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Editorial

Sistema de estacionamento rotativo Zona Azul sem planejamento

01/07/2018 às 20:19 - Atualizado em 01/07/2018 às 20:22
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Não resta dúvida que alguma coisa precisava ser feita para resolver a falta de estacionamento no Centro de Manaus. Quem precisa ir àquela parte da cidade de carro enfrenta um suplício para estacionar,  ficando refém dos “guardadores” em meio a uma situação caótica que só piorou com a desativação do edifício-garagem, que não tem condições de oferecer segurança aos usuários devido à falta de manutenção.

O projeto Zona Azul, da Prefeitura de Manaus, foi apresentado há oito anos como a solução para esse cenário. Deveria ter sido implantado em 2015. Portanto, houve tempo necessário para planejar, realizar os estudos e treinamentos necessários para que o projeto fosse implementado com êxito. Infelizmente, não é o que ocorreu no Centro de Manaus com o início da operação do novo sistema.

Está claro que houve algumas falhas que precisam ser corrigidas. Uma delas é o número insuficiente de monitores para orientar os motoristas e fazer o sistema funcionar adequadamente. O outro, mais grave, foi a própria falta de informação. Não houve por parte da Prefeitura uma ação estratégica e ampla de informação aos condutores. A maioria foi surpreendida com o início do sistema. Não faltaram condutores  “perdidos”, sem saber o que fazer e sem encontrar a quem recorrer.

Ninguém esperava que tudo funcionasse perfeitamente nos primeiros dias. E exatamente por isso, é preciso ser flexível e corrigir as falhas. O erro na falta de comunicação e informação foi grosseiro e exige medidas urgentes. Não é justo que os condutores paguem pelo planejamento falho da Prefeitura de Manaus. No primeiro dia de funcionamento do novo sistema, alguns carros chegaram a ser guinchados por extrapolar o tempo máximo de três horas previsto no novo sistema. Se o funcionamento ainda é experimental, não deveria haver punições, pelo menos por enquanto.

O mínimo que se espera é que o poder público determine o cancelamento das multas aplicadas desde o início da operação do novo sistema e amplie imediatamente o número de monitores. Se o aporte de pessoal não for possível, o novo sistema deve ser suspenso até que haja pessoal suficiente para permitir um funcionamento adequado e justo.

As condições para trabalhadores e moradores do Centro também precisam se revistas. O Consórcio Amazônia, responsável pela administração do sistema informa que já estão treinando mais monitores e corrigindo as falhas. Vamos esperar que os ajustes sejam suficientes.