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Editorial

Sonhos são eternos

26/06/2016 às 22:15
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O padre Antonio Vieira, perguntado certa vez porque as pessoas nascem, se o destino é morrer, respondeu inspirado nos Evangelhos, “que ninguém nasce para morrer; morre para renascer”. Daí porque acreditamos que Ritta de Cássia de Araújo Calderaro, nossa presidente, no último sábado não partiu para o desconhecido, mas renasceu, como era sua fé, e a nossa, para a vida eterna.

Sabemos, também, pelo privilégio do convívio diário, que a melhor maneira de honrar o legado de Ritta consiste em cultivar e reproduzir os seus luminosos exemplos de luta, de trabalho, de integridade e de compromisso com o interesse público, cujo baluarte é o jornal A Crítica, secundado pelos demais veículos que compõem a Rede Calderaro de Comunicação, que ela, junto com o marido, o saudoso jornalista Umberto Calderaro Filho, nos idos dos anos 40 do século passado, soube erguer, com o auxílio do formidável núcleo familiar e de  colaboradores de várias gerações, já se vão 70 anos, como casa edificada sobre rocha, onde nem os ventos e nem as tempestades, até aqui,  conseguiram derrubar.

A professora Ritta Calderaro foi daquelas mulheres extraordinárias que Deus fez, presenteou ao mundo e não repetiu a receita. Agora, voltou ao Pai. Sua história, no entanto, nos servirá de guia, por conta de seus inigualáveis predicados, dentre os quais se destacava o de educadora, seja no IEA, na cadeira de desenho, cujo dom lhe permitiu criar a primeira logomarca do jornal;  seja nas obras sociais de seu pai André Araújo, ensinando surdos e mudos e dando assistência e amor a uma legião de desvalidos; seja, enfim, na Escola de Serviço Social, formando novos e competentes profissionais para ajudá-la na urgente tarefa de mudar  o mundo para melhor.

Ritta sempre soube sonhar e soube, também, participar de sonhos alheios. Soube mais: soube torná-los realidade, coisa que somente uns poucos abençoados conseguem. Por tudo o que foi, por tudo o que fez e por tudo o que deixou, ela viverá para sempre, de igual sorte, em nossas saudades, que é o amor transmutado em recordações,  a única forma de vencer os rigores do tempo e o afastamento compulsório causado pela distância.