Sábado, 15 de Maio de 2021
Editorial

Subvencionar o gás de cozinhas para os vulneráveis


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04/05/2021 às 07:47

O reajuste no preço do gás de cozinha, em 5% nas distribuidoras, aperta mais forte o cinturão das famílias amazonenses, principalmente aquelas que moram em municípios mais distantes da capital, Manaus. O gás é um produto necessário que afeta o orçamento familiar e, na sequência de aumento no valor das botijas, o impacto tem sido cada vez maior forçando algumas famílias a retornarem ao período do fogareiro e do carvão.

Mesmo na Região Metropolitana de Manaus (RMM), grupos familiares já não conseguem manter a botija com gás ou passaram a reduzir o uso como alternativa de prolongar o produto e poder utilizá-lo mais à noite, nos períodos de chuvas ou para atender demandas de pessoas doentes e de idosos que teriam mais dificuldades para cozinhar em fogão à lenha instalados na parte externa da moradia.

Em abril foram quatro reajustes seguidos. Neste início de maio, a Petrobras aumentou, em 39%, o gás natural canalizado bastante utilizado em condomínios residenciais. A data do repasse do reajuste para o consumidor final não foi revelada.

Tanto o gás comercializado em botijas quanto o canalizado estão saindo caro aos consumidores finais e apontam para a necessidade de o governo avaliar o tipo de política de preço adotado. Se atende a critério internacional da política de preços do petróleo exige, internamente, que sejam revistas as condições impostas aos brasileiros e medidas de proteção ao consumidor sejam adotadas.

Prevalece até agora a decisão de mão única, reajuste o preço, seguindo as explicações dos especialistas sobre as motivações para o aumento. Não se trata do efeito desse reajuste na vida dos milhões de usuários do gás de cozinha. É isso que precisa ser observado, em especial nesse período de pandemia da Covid-19 quando a maioria das famílias brasileiras vive em situação de desemprego e perdas salariais significativas.

O problema social agravou e a fome passou a ser fato. Com a escalada do reajuste, o preço do gás de cozinha se insere no rol das dificuldades que essas famílias enfrentam. Subvencionar a aquisição do produto para aquelas famílias efetivamente mais vulneráveis deixou de ser uma proposta a ser discutida, precisa ser compreendida como ação urgente em socorro dessas pessoas.  

 

 


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