Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
Editorial

Suspender a vacinação é irresponsabilidade


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18/09/2021 às 00:48

Inconsequente, inadequado e irresponsável. Assim pode ser definido o ato do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de suspender a vacinação anti-Covid-19 em adolescentes. Exatamente quando o País apresenta sinais de reação positiva à pandemia do novo coronavirus, o governo federal, por meio do órgão responsável pela política nacional de saúde e, especificamente de enfrentamento à pandemia, promove confusão.

São milhares de famílias, pais e responsáveis de adolescentes e os próprios adolescentes que foram atingidos pela atitude do ministro. Não apenas pela pane produzida no sistema de vacinação em andamento, com governos estaduais e municipais parando a vacinação, mas também pelo temor produzido quanto aos efeitos da vacinação tanto em relação aos que foram vacinados quanto aqueles que estavam prestes a receber a dose do medicamento.

O ministro Queiroga, por razões que devem ser esclarecidas à sociedade, cometeu um dos erros que irão marcar a passagem dele no ministério. É como se não tive capacidade para avaliar e apenas cumprir comandos acionados. Se essa decisão está dentro das estratégias eleitorais para desviar atenção de um problema e focar na construção de outro caso que repercuta na mídia, o ministro incorre em erro gravíssimo e até em crime de responsabilidade que exige ser apurado.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desmentiu o ministro quanto a necessidade de suspender a vacinação dos adolescentes e especialistas da área descartaram os riscos apontados por Marcelo Queiroga como motivação para a decisão por ele tomada. Consertar o estrago feito pelo ministro exige uma série de ações, as primeiras delas iniciaram ontem com os esclarecimentos quanto a importância de vacinar essa faixa-etária da população; reafirmar a segurança da vacina e como procedimento correto em situações de pandemia, epidemia e endemia; oferecer subsídios de orientação aos governos estaduais e municipais a fim de que prossigam com o cronograma de vacinação.

No imbróglio criado pelo ministro da Saúde, uma pergunta precisa ser respondida: tem vacina? Ou a tentativa de retirar o direito à vacinação dos adolescentes trata-se de uma manobra para não admitir que faltam doses de vacinas para atender a população brasileira cujas doses do antígeno não foram completadas. Uma das tarefas do senhor Marcelo Queiroga era agir, diariamente, para ter vacina suficiente aos brasileiros e não aceitar promover trapalhadas nacionais.


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