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Editorial

Tarifa: briga será longa

27/06/2016 às 21:40
Show jander robson

Na eleição de 2014 o então candidato tucano Aécio Neves (PSDB/MG) repetiu como um mantra a palavra ‘previsibilidade” ao denunciar que o governo petista de Dilma Rousseff vivia trocando as regras do jogo com a partida em andamento. Pois novamente estamos diante da necessidade de termos algum tipo de previsibilidade na questão da tarifa de ônibus em Manaus.

 O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Manaus (Sinetram) foi a Justiça pedir o  reajuste tendo por  base estudo elaborado  pela consultoria Ernst & Young, que apontou o percentual necessário para o reajuste na tarifa do transporte coletivo da cidade, que está congelado há três anos. Em outro trabalho, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) reconheceu a defasagem no percentual de 12,37%.

Na Justiça amazonense,  decisão da 2ª Câmara Cível, publicada no Diário Oficial eletrônico, determinou reajuste imediato de 12,37% na tarifa. Com a aplicação do percentual a tarifa vai a R$ 3,54, passando a valer a meia-noite da próxima sexta-feira.

A Prefeitura de Manaus, contudo, já adiantou que vai recorrer da decisão por considerar que neste momento de crise econômica não é possível conceder reajustes de preços administrados pelo poder público. Ou seja, essa guerra promete ser longa e cansativa.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), Carmine Furletti, o reajuste vai possibilitar que as  empresas possam  honrar os pagamentos de  colaboradores e fornecedores que estão hoje atrasados. “Com esse reajuste prevalece a segurança jurídica e o respeito aos contratos. Para nós o importante é que seja um preço justo e que cubra os custos do sistema. Assim poderemos arcar com os custos do serviço, o que não vem ocorrendo atualmente, com a tarifa vigente”, afirma  Furletti.

Conforme números apresentados pelo Sinetram, de agosto de 2011, quando iniciaram os atuais contratos de concessão com as empresas do sistema, até março deste ano, a inflação medida pelo  INPC, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foi de 38,91%, mas os  custos específicos do transporte coletivo de Manaus aumentaram em 49,91%.