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Sim & Não

TCE faz raio-X da prefeitura e assusta Artur

13/12/2016 às 20:53
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Pelas ressalvas feitas nas contas do prefeito Artur Neto (PSDB) pelo TCE-AM, ontem, a Prefeitura de Manaus contrata demais sem concurso, transformou compra sem licitação em regra, esconde dados públicos e não tem o mínimo de controle interno. Por causa da quantidade e reincidência das falhas administrativas, aliados do tucano que acompanhavam o julgamento no plenário levaram um susto quando viram o julgamento empatado em 2 a 2, e sendo definido no último voto.

Ser ou não ser   Quem desempatou a votação e salvou Artur de ter as contas reprovadas foi o conselheiro Mário Melo, o ex-secretário estadual que entrou no TCE-AM pelas mãos de José Melo (Pros) – mais novo desafeto do prefeito. 

Bondade   Precisando de apenas 40 segundos para emitir seu voto, Mário Melo declarou que entendia os votos contrários, mas acreditava que deveria ser dada “mais uma oportunidade” a Artur.

Digitais  Falando no governador, ele esteve no gabinete do presidente do TCE-AM, Ari Moutinho Júnior, minutos antes do julgamento que assustou a gestão tucana.

A pauta  Segundo Moutinho, o governador foi solicitar ao órgão a emissão de certidões exigidas para o Estado formalizar empréstimos na Caixa Econômica. Para o presidente, Melo foi pessoalmente porque o governo tem pressa em acessar os recursos.

Virou regra  Uma das ressalvas feitas pelo relator das contas de Artur (exercício de 2015), Érico Desterro, foi quanto ao excesso de compras sem licitação (442) naquele ano. Uma média de quase sete contratos sem licitação por dia.

Não sou eu  Em reunião com deputados estaduais da base, na sede do governo, na segunda, dia 12, o governador declarou aos parlamentares que o “Melo deprimido” e “acuado” ficou para trás.

Sinais 1 No dia seguinte à reunião, a base aprovou por 12 votos a 7, matéria de interesse do governo que permite a Melo aplicar recursos do FTI e do FMPES para pagar despesas da máquina. O Estado já tinha a autorização, mas ela terminava esse ano. Agora pode continuar em 2017.

Sinais 2  A vitória do governo poderia ser mais apertada, se deputados da oposição, como Vicente Lopes e Wanderley Dallas, do PMDB, não tivessem sumido na hora da votação. Isso porque parte da base votou contra o governo, e outros, como Sidney Leite (Pros), também não apareceram para votar.

Pedalada  Na teoria, os recursos de fundos como o FTI só poderiam ser aplicados em investimentos e no interior. Mas, com o aval do Parlamento, os governadores sempre usaram as verbas para o custeio da máquina, na capital e no interior.

Indefensável  Depois de destacar a citação do nome de Artur em delação na Lava Jato, o deputado estadual José Ricardo (PT) desceu da tribuna e perguntou se o colega Bosco Saraiva (PSDB) não iria defender o aliado. O tucano disse que não poderia porque conversava com Serafim Corrêa (PSDB) exatamente na hora em que o petista discursava.

Revoada  O outro tucano da ALE-AM e ex-cunhado de Artur, deputado estadual Bi Garcia, deixou o plenário quando o petista começou fazer críticas ferrenhas ao prefeito.