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Sim & Não

Temperatura na ALE/AM volta a subir

24/04/2018 às 23:07 - Atualizado em 24/04/2018 às 23:32
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O Poder Legislativo Estadual terá hoje mais um dia de temperatura nas alturas. Entre as pautas aptas a serem votadas nesta quarta está a proposta que derruba a transferência de atribuições da Seplancti para a Sefaz. Se tudo caminhar conforme o previsto, o governo  terá uma derrota histórica. Além disso, estará em discussão no plenário da Assembleia a Mensagem 37/2018, do governo do Estado, que a reajusta o salário dos servidores da Saúde. Problema: uma ala do setor protesta e quer aumentar o percentual.

Plano A proposta do governo do Estado promove reajuste de 10,85%, a contar de 1º maio de 2018, relativo à soma da revisão geral anual das datas-base de 2015 e 2018, e fixa em 9,27%, a contar de maio de 2019, a revisão geral anual da data-base de 2016. O governo ainda concede 4% de aumento em  2020, relativo à data base de 2017.

Impasse A Mesa Diretora da ALE/AM foi avisada que uma parte do setor da Saúde discorda dos percentuais fechados na mesa de negociação com o governo do Estado e hoje vão à Casa para pressionar pela revisão do acordo. “Só vou colocar o assunto em votação se houver entendimento e melhora na proposta”, avisou o presidente da Assembleia David Almeida (PSB).

Baixinhos Um terceiro assunto, que atrai grande número de interessados, está pronto para ser votado pelo Poder Legislativo Estadual hoje e muda em centímetros a altura exigida para o ingresso na Polícia Militar do Amazonas. A proposta  é de autoria do deputado estadual Luiz Castro (Rede).

Discriminação Atualmente, a altura mínima exigida para homens serem aceitos na PM é de 1,65m. Para mulheres, a regra é, no mínimo, 1,60m. “O Amazonas exige um padrão europeu de altura. Isso é exclusão social”, afirma Luiz Castro. Conforme o deputado, nem as forças armadas, nem a polícia do Sul mantém essa exigência. “É irracional essa regra”, sustenta Castro. 

Sumiço A ex-secretária de Infraestrutura Waldívia Alencar já não tem mais uma conta no Instagram. O único rastro dela na rede social faz menção à sua campanha à Presidência do CREA/AM em 2014. No Facebook, a conta “Waldívia Alencar II” segue ativa, mas sem publicações recentes.

Ostentação Waldívia foi presa na Operação Concreto Armado e ficou encarcerada durante cinco dias. O juiz Glen Hudson Paulain Machado negou o pedido de prorrogação de prisão provisória. Segundo o MPE/AM, Waldívia encabeçou um esquema de desvio de verba enquanto esteve à frente da Seinfra, entre 2009 e 2015 - e ainda ostentava nas redes sociais, conforme mostrou A CRÍTICA no domingo.

Isonomia sim A provocação feita pela OAB/AM e mais duas seccionais, que pediam ao CNJ tratamento isonômico entre advogados e servidores da Justiça na entrada de dependências do Judiciário, finalmente começou a ser julgada pelo Conselho, mas deve ter um fim que contraria o pleito dos membros da Ordem.

Isonomia não A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas, Rio de Janeiro e Santa Catarina pediu ao CNJ que determinasse a todos os servidores do Judiciário, e não só aos advogados, a revista por raios-x na entrada dos fóruns. O julgamento no Conselho começou ontem e a maioria dos conselheiros é contra o pleito. Um pedido de vista deixou o resultado para 8 de maio.