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Editorial

Tempos sombrios e urgência de superação

07/01/2017 às 15:22
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O segundo domingo do novo ano tem pouco a celebrar no Estado do Amazonas. Sobram problemas acumulados e  estouram situações graves. Após a chacina de presidiários, uma série de assassinatos que até sexta somavam 12, uma pandemia de diarreia atinge a população do Município de Manacapuru. Nesse caso, a suspeita é o consumo de água contaminada por dejetos.

São tragédias anunciadas e ignoradas até que se tornem reais. O quadro ora apresentado no Amazonas mostra que a primeira semana de 2017 chega ao fim com acontecimentos muito pesados. A sociedade e o setor produtivo estão em pânico.  Os boatos de arrastões no centro da cidade obrigaram lojistas a fechar os estabelecimentos às pressas na sexta-feira enquanto as redes sociais enlouqueciam as pessoas com  informes de arrastões em outras áreas de Manaus.

Não bastassem os problemas graves em Manaus, em outros municípios estouram  outros. São mais de 800 casos de diarreia em Manacapuru. Qual é a relação da doença com o descaso? Por que se volta em passos largos ao passado quando as epidemias e pandemias faziam parte do cotidiano das populações do Amazonas? Em paralelo, especialistas falam no crescimento dos casos de dengue e  Chikungunya enquanto o combate ao mosquito enfrenta dificuldades de revelar eficácia.

Os protestos de servidores para garantir pagamentos atrasados ou reajuste de salários complementam a outra ponta das dificuldades. Faltam interlocutores que possam aproximar as boas iniciativas e fazê-las funcionar com maior dinamismo a fim de dar conta de resolver em tempo mais curto os problemas postos. O nível de elevado desentendimento produz mais dificuldades e violência e os que fazem da violência um negócio rentável se reaproximam para lucrar com o pavor que tomou conta do dia a dia das pessoas.

É preciso mais disposição e vontade política para enfrentar o quadro de instabilidade. E se faz necessário sair do isolacionismo da verdade e da convicção para oferecer o primeiro passo da tomada de posição em nome de uma convivência melhor, do compromisso assumido pelos governos de cuidarem do bem estar das pessoas, de zelarem pelo patrimônio público e de utilizarem os recursos públicos  em propostas que  consigam ser efetivadas e produzam melhores condições de vida as pessoas. É isso que se quer ver acontecer nesse ano.