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Sim & Não

TJ/AM fará história em julgamento

17/04/2017 às 20:59 - Atualizado em 17/04/2017 às 21:01
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O Tribunal de Justiça do Amazonas retoma hoje o julgamento do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Ricardo Nicolau (PSD), acusado de superfaturar em R$ 5,5 milhões a obra do edifício-garagem da Casa. O julgamento acontece no exato momento em que uma onda anticorrupção toma conta do Judiciário brasileiro, que mostra, junto ao Ministério Público, disposição para fulminar todo tipo de malfeito. Pelo sim ou pelo não, a decisão do TJ/AM  fará história.

Tudo certo  Nos bastidores, e sem deixar claro o porquê do otimismo,  Ricardo Nicolau está certo da absolvição. A obra do edifício-garagem, erguida em 2012, custou ao todo R$ 24,6 milhões. Investigação minuciosa do MPE/AM apurou fraude do chão ao teto.

Porém  Nicolau e seus aliados só não esperavam que a desembargadora Nélia Caminha fosse, de pronto, pedir vistas para analisar o processo, o que suspendeu o julgamento na semana passada. A magistrada é tida como extremamente estudiosa e intransigente com casos de corrupção.

Provocação   Durante o anúncio do pacote de obras do governo do Estado para 2017/2018, o governador José Melo (Pros) lembrou que estava lançando o pacotão “após apertar o cinto” das despesas. “Nos planejamos. Tomamos medidas amargas. É fácil mostrar a cereja do bolo. O difícil é fazer a festa”, disse.

Levantador  Em eventos oficiais do governo do Estado, é comum o mestre de cerimônia conhecido como “Alex” exaltar as qualidades do governador antes do chefe de Estado falar ao público. Ontem, um fato engraçado marcou uma cerimônia na sede da Sepror.

Abacaba “Ouviremos com muito carinho aquele que, ao longo dos últimos anos, temos tido a grata satisfação de ver o Amazonas avançar. Recebam o mestre, repito, o mestre na arte do desenvolvimento, professor José Melo”, alardeou o locutor. Após receber o microfone e olhar com ar engraçado para o mestre de cerimônia, Melo disparou: “Ô bicho ficeleiro”. Todos caíram na gargalhada.

Canetada  O senador Eduardo Braga (PMDB) foi às redes sociais ontem se manifestar a respeito da citação de um delator sobre o pagamento de propina, pela obra da ponte sobre o rio Negro, quando o parlamentar ocupava o cargo de governador. Argumentou que, em 2007, assinou o contrato de R$ 574 milhões. Mas disse que não pagou os aditivos.

Reação  Em seguida, o senador Omar Aziz (PSD) gravou vídeo e desmentiu Braga. “Quando assumi o governo do Amazonas, o meu antecessor já havia pago 93% do valor contratado na Ponte do Rio Negro, enquanto a obra não estava executada nem a metade”, sustentou. “Cheguei ao governo em abril de 2010 e já encontrei todos os aditivos encaminhados, discutidos e aprovados”, disparou.   

Sob encomenda  Após dois meses de enrolação (proposital, talvez), a Câmara realiza amanhã, às 14h, audiência pública para tratar da instalação do Uber em Manaus.

Encruada A Associação dos Amigos e Defensores da BR 319 se reúne às 10h30 de hoje com o Ibama em busca de informações sobre os processos de renovação de licença para manutenção e pavimentação da rodovia, vencidos desde o começo deste mês.