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Editorial

Tocha Olímpica no Amazonas

19/06/2016 às 22:24
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Motivação, alegria, honra. São três das palavras mais citadas ontem tanto por pessoas que foram selecionadas para carregar a Tocha Olímpica quanto por familiares, amigos e o público. A falta de infraestrutura nos bairros, os problemas no transporte coletivo, as dificuldades familiares e pessoais passaram a ser manejadas com peso menor para abrigar uma corrente de alegria que envolve milhares de amazonenses com esse gesto: carregar ou ver de perto a Tocha Olímpica. Um efeito profundamente positivo e que demonstra, nele mesmo, lições para gestores públicos, empresariado e dirigentes de instituições.

Uma das áreas duramente atingida pelos negócios corruptos, o esporte demonstra o poder de fogo para mobilizar a população e promover ambientes favoráveis a mudanças principalmente entre os jovens, os adolescentes e as crianças. Fora das cartas marcadas onde a política diminuída faz estragos resiste essa capacidade espetacular de superação. Manaus e as outras cidades que, por alguns minutos se tornaram cidades olímpicas este ano são exemplo desse potencial.

A partir dos olhos encantados de centenas e centenas de jovens e adolescentes que, inspirados em ídolos olímpicos acreditam ser possível traçar outros caminhos de vida e se tornarem vitoriosos. É triste que ajam dessa forma porque na maioria das ocorrências são gestores sem brilho nos olhos e portadores de falas viciadas, cansadas, envelhecidas. Nesses dias que antecederam a chegada a Tocha Olímpica e a estada dela no Amazonas gestos mágicos ocorreram e estão ocorrendo que não sejam somente um sentimento particularizado e sim animadores da costura de outras possibilidades para que se tenha nesse Estado cidades humanizadas e mobilizadas pela humanização. Que o simbólico fogo da Tocha incendeie mentes e corações para demarcar avanços.

Manaus dentro de pouco tempo sediará jogos olímpicos. Que os governos mantenham a ação de segurança para além desse período e com maior abrangência; que vejam de fato os esportes para além das quadras e como a oportunidade de conquistar medalhas que têm longa duração na vida: o desenvolvimento de pessoas e do lugar onde vivem. Segurança, Educação, Saúde e Transporte Público de qualidade são parte dos atos esportivos e reclamam decisões que os retirem da condição de subárea.