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Editorial

Toda atenção será pouca

27/07/2016 às 22:24 - Atualizado em 27/07/2016 às 22:34
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O destino da concessionária de energia Eletrobras Amazonas Energia vai ser definido no segundo trimestre do próximo ano, conforme promessa feita pelo novo presidente do sistema Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, que nesta quarta-feira (27) assumiu os destinos da estatal  reafirmando  decisão tomada na  assembleia de acionistas da semana passada e pela qual seis subsidiárias do Norte e do Nordeste, cujas operações são deficitárias, devem ser vendidas.

Apesar de demonstrar entusiasmo com essa ideia de privatizar subsidiárias que dão prejuízo, o novo executivo precisa primeiro colocar essas casas em ordem, posto que nenhum investidor privado vai querer comprar operações que dão prejuízo, sobretudo numa região pobre e cujos custos operacionais são os maiores do País. Quem, por exemplo, vai se interessar por levar energia com qualidade para municípios dos rincões da Amazônia? Portanto esse processo precisará ser muito bem acompanhado dentro da empresa, mas também pela sociedade civil dos Estados afetados, no caso do Amazonas então essa interface com a sociedade se impõe de maneira gigantesca, posto as distâncias continentais do Estado e as distâncias entre os municípios.

E para quem pensa que o problema se resume aos rincões, basta dar uma olhada cuidadosa nos indicadores tornados públicos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em Manaus, por exemplo, de janeiro até maio deste ano, a população de Manaus ficou 331 horas sem abastecimento de energia, o que equivale a aproximadamente 13 dias ininterruptos sem eletricidade.

Esses números da Aneel mostram o que o consumidor manauara sente na pele nestes dias quentes, quando os pequenos apagões vão se reproduzindo em diversas áreas da cidade sem que a concessinária consiga dar uma resposta cabal sobre quais as causas do problema. Será que, privatizada, no futuro teremos melhores respostas e prestação de serviço? É uma incognita se levarmos em conta os processos de privatização que tivemos no País.

O certo é que toda a atenção das autoridades e toda a pressão que a sociedade puder fazer será importante para que, privatizada, a Eletrobras Amazonas Energia não se transforme em fonte permanente de dor de cabeça para o consumidor final.