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Editorial

Tranquilidade nas eleições

30/10/2016 às 20:41 - Atualizado em 30/10/2016 às 20:45
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Está encerrada mais uma disputa eleitoral, expressão máxima da democracia, em que a população se manifesta de forma direta e decide quem deve comandar o Executivo Municipal nos próximos quatro anos. Diferentemente do que se esperava diante do que indicavam as pesquisas de intenção de votos, a participação popular foi expressiva na votação deste domingo, com nível de abstenção que não chegou a 10%. Da mesma forma, a porcentagem de votos brancos e nulos foi até menor no segundo turno em relação ao primeiro: 8,62%. 

Muitas pessoas idosas, com mais de 75 anos, dispensadas pela legislação de comparecer às urnas, fizeram questão de manifestar sua vontade nas urnas. Até mesmo cadeirantes, ainda que  enfrentando as dificuldades de sempre em uma cidade que ignora as necessidades deles, foram votar e contribuir para a escolha tão importante para a cidade. 

Em comparação com o primeiro turno e com eleições anteriores, a eleição municipal em Manaus foi marcada pela tranquilidade, com registros isolados de incidentes. Houve, é claro, as ocorrências de sempre quanto a urnas que não funcionaram ou problemas na identificação biométrica de eleitores, mas nada fora do normal ou capaz de causar maiores problemas na votação. 

Denúncias de compra de votos que recaíram sobre ambos os candidatos, e de retenção proposital de ônibus por parte das empresas de transporte também não chegaram a prejudicar o pleito e certamente serão apuradas pelas autoridades competentes. Em resumo, a eleição, ontem, em Manaus foi concluída com tranquilidade surpreendente. O mesmo deu-se em todo o País, com registros de ocorrências como prisões pela prática de boca de urna, bem abaixo da média. 

Melhor para a população, que pôde exercer sua cidadania de forma segura e tranquila. Melhor para a democracia, que sai fortalecida com a livre manifestação do povo na escolha de seus governantes, um direito conquistado com muita dor, suor e trabalho. Vale lembrar que esse direito só se tornou irrestrito no Brasil há 84 anos. Até 1934, mulheres, negros, pobres e analfabetos não tinham direito a voto. Até então, apenas homens brancos adultos podiam votar. O sufrágio só se tornou, de fato, universal, com a Constituição de 1988. A realização da eleição neste domingo (30), em Manaus, é uma conquista, uma vitória do povo.