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Editorial

Transporte público no rol dos problemas ‘eternos’ de Manaus

04/12/2018 às 08:12
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O transporte público em Manaus, em suas diferentes modalidades, está no rol dos problemas “eternos” da capital. Os gargalos do setor podem ser atribuídos, em grande parte, à falta de planejamento sério ao longo de muitos anos. Falta organização no transporte urbano convencional, nos sistemas executivo e alternativo, nos mototáxis e no transporte por mediação de aplicativos, ou seja, em todos os segmentos.

O caso mais urgente diz respeito ao transporte convencional, que sujeita a população a um serviço de baixa qualidade, com uso de ônibus velhos e malconservados, sem falar nas longas esperas nas paradas. Além disso, a população ainda tem que conviver com a constante ameaça de greve. Agora mesmo, há uma greve geral agendada para a próxima sexta-feira. Não se questiona o legítimo direito dos trabalhadores rodoviários de exigir os serviços do plano de saúde em face do desconto equivalente nos contracheques. Estrategicamente, o sindicato da categoria marcou a greve para sexta-feira, de modo a garantir tempo para uma negociação que evite a paralisação e prejuízos aos usuários do sistema. Vamos esperar que se chegue a um consenso satisfatório.

No transporte executivo o problema é o risco de aumento da tarifa. A despeito das negativas da Prefeitura sobre o assunto, há um decreto (2639/2013, alterado este ano por outro decreto: 4005/2018) determinando que a tarifa do transporte executivo  seja 50%  maior que a do ônibus convencional. Hoje, essa diferença é de pouco mais de 10%, o que abre margem para reajuste e acende o sinal amarelo entre os empreendedores que operam no sistema.

Vale ressaltar que sobre essa modalidade não houve licitação, não há fiscalização sobre a situação dos veículos  e apenas recentemente - e por determinação da Justiça - foi celebrado contrato com os operadores. Uma situação muito grave que precisa ser corrigida.

Para completar o quadro, há o caso do transporte mediado por aplicativos, até agora sem regulamentação, apesar da forte pressão por parte de taxistas, mototaxistas  e dos próprios motoristas que operam com aplicativos.

 O ano de 2018 está chegando ao fim, e o pacote de problemas no transporte urbano segue mais complicado do que nunca para 2019. Um grande desafio para o poder público, que não pode mais ser levado em banho-maria.