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Editorial

UEA, 15 ANOS DEPOIS

05/04/2016 às 21:07
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Os 15 anos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) guardam páginas de muitas brigas de várias ordens. E demonstram um projeto de sucesso que busca ter êxito. Há problemas, como haviam no passado quando a ideia de uma universidade estadual ganhou corpo e cambaleante virou realidade. E há soluções, possibilidades e oportunidades criadas a partir da vigência da instituição.

O tempo de mensuração dos efeitos da UEA é recente. Ainda assim permite hoje apontar impactos decisivos na história da educação, da política e da economia do Estado do Amazonas. Os municípios apartados da graduação e da pós-graduação passaram a conviver com essa realidade a aprender a participar dela. O resultado é feito todos os dias, nas aulas presenciais e a distância, quando milhares de estudantes constroem o processo de acesso e de formação. O mapeamento das implicações da UEA para a sociedade amazonense ainda aguarda ser feito. Em parte, responde pela redução de uma distância perversa conjugada na impossibilidade como destino de uma maioria de jovens amazonenses.

A UEA tem problemas estruturais e deficiências que interferem diretamente para um melhor alcance da instituição no gigantesco interior do Amazonas. Essas questões estão postas para serem percebidas e resolvidas da melhor maneira e como resultado dos debates que um meio dessa natureza deve provocar sempre. Professores, estudantes, servidores técnicos fazem a ressonância diante da política educacional do governo e, de acordo com o grau de participação crítica, poderão promover avanços maiores e melhores que se refletirão em toda a sociedade.

Para estudantes que chegam à UEA, notadamente aqueles que estão nos municípios mais distantes, a sensação primeira é de uma grande vitória por garantir um direito por muito tempo ignorado. É assim que uma parte desse pacto se completa. A outra se faz na luta do dia a dia, na defesa permanente da melhoria da universidade, o que envolve o seu corpo de servidores e equipamentos. A adolescente UEA representa um passo decisivo na graduação e na pós-graduação do Estado. Se se conseguir superar divergências pequenas mantidas por pessoas que insistem em estabelecer muros entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) poderão, juntos, estabelecer uma nova fase na formação e na produção do conhecimento no Amazonas.