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Editorial

UEA é exemplo e merece respeito

15/07/2017 às 17:28
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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) merece respeito. Não pode ser instrumento político-eleitoral nem eleitoreiro. Seria torná-la muito pequena. E a instituição, embora jovem, já demonstrou o alcance de suas ações no ensino, na pesquisa e na extensão. É um espaço fundamental para o Amazonas e a Região Amazônica que reivindicam mais universidades públicas a fim de ampliar a possibilidade de ingresso ao ensino superior para milhares de jovens e de desenvolvimento de projetos de pesquisas de interesse das sociedades amazônicas.

Colocada sob ameaça de desmonte por falta de atenção devida, a UEA demonstra como a Educação brasileira é submetida aos humores políticos, sendo uma das primeiras áreas a ser descartada ou achatada, o que a impede de crescer de forma equilibrada e criativa. Enquanto outros setores esbanjam recursos financeiros, segmentos básicos vivem histórias de apertos e de falência.

Até quando essa será a regra? No caso da UEA, a oportunidade do movimento recém-criado por professores, estudantes e outros simpatizantes da causa é promissora, embora de luta permanente. Tem o mérito de unificar a frente de enfrentamento ao problema, trabalhar estrategicamente para resolvê-lo e ampliar os níveis de transparência da instituição. Pode impedir que haja uso eleitoreiro do drama que a comunidade da UEA vive. É a pior ameaça que a UEA sofre desde a sua criação em função do quadro político-administrativo que o Estado se encontra com instabilidade mantida, pela Justiça Eleitoral, por longo tempo sob o clima de incerteza.

É desse movimento que poderão surgir outros exemplos positivos em defesa das coisas do Amazonas e da cidade de Manaus, promovendo uma redescoberta da força que possuem e de um papel estratégico em favor dos interesses do Estado, o que significa pensar e agir conjuntamente pelo bem-estar das pessoas que aqui vivem. Há um sentimento perigoso que tomou conta de uma parcela dos moradores que é a noção do “não tem jeito”. Pensar assim é criar e manter o clima para que uns poucos se apossem dos bens públicos e sobre eles decidam o que fazer e como usufruir. Desmontar esse clima é uma atitude necessária e demonstração de cidadania ativa, com força de se colocar e ter parte no momento da tomada de decisão pelos gestores públicos.