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Editorial

Um balanço positivo

03/07/2016 às 18:15
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A situação econômica do País segue frágil, mas com alguma luz no final do túnel já acesa, o que dá esperança de passarmos por mais está crise sem novas grandes turbulências, sobretudo na área social.

No Estado, a Secretaria de Estado da Fazenda apresentou, ontem, um balanço mostrando que as contas estão em dia e com o governo fazendo um esforço grande para injetar recursos e ânimos na economia, fragilizada com as seguidas quedas na arrecadação em face da retração pela qual passa o setor produtivo do Polo Industrial de Manaus.

Os técnicos do governo chamam atenção para o fato de a injeção de recursos nos seis primeiros meses ter sido de  aproximadamente R$ 5 bilhões, sendo que  R$ 818 milhões apenas no mês de junho após medidas duras terem sido tomadas em maio, sendo a principal delas, de efeito imediato, o fim do patrocínio aos bumbás Garantido e Caprichoso e na logística tradicional em Parintins. O reordenamento do setor de saúde, que é a mais polêmica das medidas, começa a ser implementada neste mês quando unidades serão fechadas ou transformadas para outro tipo de atendimento.

Também destaca-se dos balanço da Sefaz o fato de a folha de pagamento dos servidores públicos e o pagamento de encargos sociais ter consumido no primeiro semestre  R$ 2,4 bilhões, o que segue deixando o Estado nas proximidades do chamado limite prudencial definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Superar este limite trará grandes prejuízos para as contas públicas e expõe os gestores a punições duríssimas pelos órgãos de controle de contas.

Em outra frente, o Estado gastou com a manutenção da máquina pública  R$ 1,3 bilhão; um valor alto e que pode sinalizar para o gigantismo das estruturas burocraticas e de prestação de serviços.

Por fim, a boa notícia é que o Estado segue pagando suas dívidas rigorosamente em dias e para isso despendeu R$ 337 milhões, restando para  R$ 227,3 milhões  para investimentos.

Desse balanço concluí-se que os cortes foram grandes, duros, impopulares e até certo ponto discutíveis, mas ao final resta provado que manteve o Estado numa boa trajetória de responsabilidade fiscal e, sobretudo, sobrevivendo a esperar de melhores dias para nossa economia.