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Editorial

Um bom e novo estilo

15/07/2016 às 22:05
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O Pólo Indústrial de Manaus, em que pese ter experimentado um crescimento exponencial durante os 13 anos da administração lulopetista, sempre foi visto como um “patinho feio” da indústria nacional e o solene desprezo que alguns ministros dispensaram às reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS) é a prova do tratamento desigual dispensado ao principal modelo de desenvolvimento da Amazônia Ocidental, que, sempre devemos lembrar, não beneficia apenas o Amazonas, mas os Estados do Amapá, Rondônia, Acre e Roraima.

Neste cenário, uma das questões de nosso interesse que sempre ficaram para o “depois resolvemos” foi a tramitação lenta e burocrática dos processos produtivos básicos (PPBs), item essencial para as empresas conseguirem se beneficiar dos incentivos fiscais que estão na base deste modelo econômico. Por conta disso, foi muito bom ouvir da voz do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, a frase que abre a entrevista exclusiva que deu ao A Crítica, nesta sexta-feira: “Quero implantar no Ministério uma cultura de pragmatismo, proatividade e celeridade. Isso vale também para os assuntos que envolvem o PIM. Esse é meu jeito de gestão”.

Homem de fé, presidente do PRB, partido da igreja Universal do Reino de Deus, Pereira agora tem a obrigação moral de fazer cumprir as palavras proferidas e que trouxeram grande alento para os setores produtivos locais, autoridades públicas e trabalhadores, que há dois anos convivem com uma recessão que ceifou quase 40 mil empregos em Manaus.

Foi também de bom alvitre o ministro ter vindo presidir a reunião do CAS - em que vários projetos de interesses locais estavam sob análise - coisa habitual na gestão de Luiz Fernando Furlan, no primeiro governo Lula. Homem da indústria, Furlan batia ponto sempre em Manaus e foi o extremo oposto da administração de Fernando Pimentel, que apenas prometia vir para a reunião e jamais deu as caras por aqui.

O certo é que temos uma nova gestão, novos gestores e novas compreensões, que trazem a esperança de que possamos reverter o quadro recessivo e recolocar a indústria amazonense nos chamados eixos do desenvolvimento.

Com o PIM no rumo certo, a arrecadação do Estado volta a crescer e assim melhores e maiores serviços públicos podermos oferecer aos cidadãos.