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Editorial

Um esforço gigantesco

28/04/2016 às 21:41
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O Sistema Único de Saúde não é perfeito como prevê as leis que o criaram, sendo a mais importante e forte delas a própria Constituição Federal, que garante a todos os brasileiros o direito a assistência em saúde de maneira universal e gratuita.

Em todos os Estados, contudo, as críticas aos sistema e as estruturas que o compõem são grandes e pertinente, mas temos todos de reconhecer que levar saúde a todos os 200 milhões de brasileiros, espalhados pelos mais de 8 mil quilômetros de área, cinco mil e tantos municípios espalhados por seis grandes  biomas, sendo o mais complexo deles a Amazônia, não é tarefa fácil.

Pois em grande parte é isso que acontece quando o SUS organiza as anuais campanhas de vacinação da população e uma delas acontece amanhã, contra a gripe influenza, o mal afamado H1N1. É uma operação gigantesca que precisa ser montada para que toda a população focal tenha possibilidade de ser imunizada contra essa doença, que só neste ano já matou duas pessoas em Manaus. É um esforço que precisar ser reconhecido, que envolve profissionais da saúde, mas também de áreas secundárias essenciais para fazer chegar na Unidade Básica de Saúde toda a estrutura possível.

O mais meritório nisso é saber que uma campanha deste nível, gigantesco pela própria natureza, não se curva as dificuldades de todas as ordens pelas quais o Brasil passa no momento. A presidente está ameaçada por um processo de impeachment no Senado, o presidente da Câmara é denunciado no Supremo Tribunal Federal, a população está atônita com as revelações de esquemas e mais esquemas de corrupção, mas o SUS faz a sua parte e garante a realização da maior campanha de vacinação do mundo.

Na outra ponta, nós usuário do sistema, tempos de valorizar esse esforço de União, Estados e município e aproveitar o dia para garantir o sucesso da vacinação, levando o público alvo para um dos pontos e assim livrando-os dos danos causados por uma gripo que pode levar a morte.

Também devemos registrar que é uma oportunidade impar e gratuita, as principais características do nosso sistema de saúde. Não são muitos os países do mundo em que a gratuidade é marca, posto que para a maioria saúde é negócio e assim todos devem pagar para ter as garantias e as assistências devidas.