Publicidade
Editorial

Um olhar amazônico

13/12/2017 às 22:00
Show zona franca 123

As desigualdades regionais são uma marca característica do nosso País, especialmente dirigido a partir dos interesses concentrados nas regiões mais ricas do Sudeste e Sul.

É neste contexto, por exemplo, que o modelo Zona Franca de Manaus é atacado quase que diariamente e têm os benefícios fiscais que oferece criticados pelos mais ricos de Estados como São Paulo, hoje a unidade da federação que mais recebe incentivos fiscais, mas cuja gula é insaciável.

 Essa desigualdade é assentada na falta de compreensão histórica da construção do nosso País, cujo economia na primeira República, por exemplo, foi totalmente financiada pelos recursos decorrentes da exportação da borracha retirada dos seringais da Amazônia. No auge, 40% da balança comercial brasileira, que atrai a riqueza nacional, era gerada na Amazônia.

O fim do ciclo culminou com a decadência da região, que só foi tirada deste ostracismo ao retomar projetos desenvolvimentistas que respeitaram o passado e as potencialidades da região, contexto no qual se inseriu a Zona Franca de Manaus, hoje claramente um projeto que não é só da capital amazonense, mas sim de toda a Amazônica Ocidental.

Respeitar este sentido histórico e garantir tratamento equânime entre os entes federativos é, portanto, uma qualidade dos homens públicos que almejam chegar ao cargo máximo da República na eleição direta do próximo ano. E assim é de bom alvitre que hoje esteja em Manaus o candidato que ocupa a segunda colocação nas pesquisas de intenção de votos feitas neste ano. Que ele possa dialogar com os diferentes atores sociais que vivem na região e assim perceba a importância de todos para o quadro geral da Nação.

 Com um pouco de atenção essa região tem um potencial muito grande para no curto prazo se livrar dos preconceitos que grassam a partir do poder central.

A Amazônia, em geral, e o Amazonas, de modo particular, têm muito a contribuir com o País, mas para isso é preciso que os futuros dirigentes saibam exatamente quais são nossos problemas, nossos anseios e sonhos, que obviamente, são diversos como diversa é a nossa sociedade. Respeitar a todos, neste sentido, é um imperativo que se coloca para todos os futuros candidatos à Presidência da República.