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Editorial

Um PIB minúsculo

11/09/2017 às 22:23 - Atualizado em 11/09/2017 às 22:40
Show agricultura

Em todas as projeções de saída da crise econômica brasileira um setor é visto como estratégico por não ter sucumbido a falta de esperança e, principalmente, de mercado. Trata-se do agronegócio, uma ilha que tem servido de porto seguro para a economia brasileira, de um modo geral, e da amazonense, em particular.

E não foi diferente agora segundo projeções do banco Santander, estimou para o Amazonas um crescimento de  0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

 A perspectiva é parte de um estudo do banco  que analisou a saúde das economias de  todos os Estados brasileiro e  do Distrito Federal.

De acordo com os analistas o setor primário amazonense vai terminar o ano com um crescimento expressivo de 7,2%, o melhor entre todos os setores pesquisados para este ano. Para se ter uma ideia do que representa esse numero basta ver que a indústria, tradicional motor da nossa economia, deve fechar o ano com um crescimento de 1,1%, que está bem longe, muito longe, dos indicadores obtidos nos anos de ouro da década passada. Independente destes números, a classe empresarial local segue pessimista e considerando que crescimento de verdade só virá após as reformas necessárias e no ultimo terço do próximo ano.

Um dos setores chaves para isso, o de serviços tem previsão de encolher neste ano  0,7%. Conforme especialistas esse setor é estratégico por só cresce quando as pessoas tem dinheiro extra para gastar e ativar essa área. “O crescimento do setor está relacionado à sobra de dinheiro das pessoas para assumir um custo de ticket médio maior no consumo de alimentação no dia a dia. Assim, para o cliente continuar mantendo uma rotina de diversão, lazer e frequentando bares, boates e demais empreendimentos, dependemos muito da retomada da economia”, explica um especialista.

O estudo do banco Santander, cujas projeções estão muito próximas das feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  aponta crescimento de, no máximo, 0,7% do PIB brasileiro e tem importância também porque sinaliza para o humor do setor financeiro. Este por sua vez é importante para garantir as linhas de financiamentos essenciais para os demais setores da economia e assim fazer girar a roda do crescimento que tanto esperamos para os próximos anos.