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Editorial

Um tempo de realizar

26/08/2017 às 19:44
Show eleitor 123

O Amazonas chega neste domingo ao segundo turno da eleição suplementar para o Governo Estadual. Em meio a um cabo de guerra desestabilizador e ainda pairando sobre a cabeça do eleitorado, a escolha do governador tampão deve ser confirmada encerrando uma etapa que já deveria ter sido concluída se a Justiça Eleitoral do País tivesse outra postura.

Em meio a desilusão, doses de desânimo e ânimo com o processo eleitoral, a população amazonense luta por um governo legítimo e legal que represente a expressão da vontade do eleitor e não do manejo da rede de corrupção. Mais ainda espera que o eleito assuma a responsabilidade de governar o Estado com respeito à probidade e às prioridades listadas pela sociedade. É um governo de 15 meses embora durante a campanha as propostas apresentadas em geral ignoraram esse tempo indicando a voracidade com que grupos políticos se colocam para assumir e permanecer no poder.

O tempo em que várias atividades ficaram em suspensão e outras foram desativadas é longo à parcela da população mais vulnerável. Os efeitos dessas duas situações já estão sendo sentidos e tendem a se agravar em decorrência das decisões ora tomadas em nível nacional que impactam diretamente a vida nos municípios da pior forma. Esta eleição no Amazonas tem dois aspectos antagônicos que devem ser considerados: um é o porquê da eleição, um exercício de memória importante para não ignorar o passado recente; o outro é a possibilidade de mudar via voto o que não deu certo ou obteve vitória por meio enganoso.

Embora a democracia encontre-se fragilizada e desgastada como modelo que melhor representa a vontade da população, é ela que possibilita cassar mandatos e realizar eleições livres. A força econômica tem interferido para retirar a liberdade do voto tornando mercadoria de preço variado embora, ao final, o eleitor possa tomar a decisão. O que se espera é o voto consciente e ético. Um eleitor que se guie por esse parâmetro terá mais chance de levar adiante o acompanhamento e a vigilância daquele que elege e de descobrir caminhos democráticos de participação ativa para acionar a lei e realizar mudanças. Enfraquecido e desanimado ajuda a manter o estado das coisas a atrasa as rupturas que precisam ser feitas. O Amazonas quer viver um tempo de mudanças boas para a sua gente. Que a eleição para complementar esse mandato seja uma oportunidade de realizar esse tempo.