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Editorial

Uma ação exemplar

13/10/2016 às 21:20
Show banco03

O sistema bancário brasileiro é um dos mais protegidos do mundo, quase imune a falências e, em muitos casos, imune a legislação nacional. Além de tudo conta com a boa vontade de seguidas equipes econômicas dos governos federais que lhe cobriu de lucros com juros escorchantes e coberturas camaradas, como foi no caso do Proer.

 O tratamento dispensado aos clientes também garante uma fonte inesgotável de lucro para os bancos, useiros e vezeiros na arte de impor pacotes e taxas aos clientes descuidados e sem muito controle das finanças pessoais.

Pois é exatamente este setor que nos brinda cotidianamente com “atendimento precário e inexistente em agências bancárias de todo o Estado, desrespeito à lei das filas, falta de instalações para atendimento a idosos e deficientes, sistemas de internet sempre caindo, falta de funcionários, dinheiro insuficiente para saque nos caixas eletrônicos e insegurança”. Diante de um quadro destes em que o desrespeito ao cliente virou  norma eis que uma ação conjunta empreendida por MPF, DPE-AM, OAB/AM, Procon/AM, Procon-Manaus vai questionar na Justiça Federal este descaso de um dos setores que mais lucros têm no País, portanto tem dinheiro suficiente para garantir aos consumidores boas condições de atendimento.

A ação mira, inicialmente, em Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil, que possuem agências em 35 municípios do Estado, mas bem que poderia ser estendida a rede bancária como um todo e que tem agências na capital amazonense, posto que o desrespeito a leis simples, como a das filas, são letras mortas diante de clientes cada vez mais irritados e sem ter a quem recorrer.

Estes bancos precisam ser enquadrados e garantir os direitos dos cidadãos pois eles são as fontes de seus lucros, que não são poucos e nem pequenos.

Neste sentido, os órgãos e instituições envolvidas na ação, apresentada ontem, estão de parabéns e agora caberá a Justiça dar a palavra final sobre o assunto, que interessa diretamente a uma população que luta com muita dificuldade nos rincões do Estado para manter-se e ao mesmo tempo garantira sobrevida das agências, que em outros tempos prestavam serviços com mais qualidade e respeito ao cliente.