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Editorial

Uma conquista para a educação

08/04/2018 às 22:01 - Atualizado em 08/04/2018 às 22:06
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Com a aprovação do reajuste de 27,02% aos profissionais da educação, a categoria dá uma demonstração de força e poder de articulação. A pretensão inicial de professores e pedagogos era aumento de 35%, mas como em qualquer negociação ambas as partes precisam ceder, o percentual de reajuste alcançado está sendo comemorado como uma das vitórias mais importantes da categoria nos últimos tempos. Os profissionais da educação conseguiram manter a mobilização, mesmo em face de uma decisão judicial desfavorável e angariando o apoio de pais e alunos.

O reajuste acordado será pago em três vezes até janeiro de 2019, o que significa que a última parte do acordo terá que ser cumprida na próxima gestão do governo estadual, que terá à frente o candidato vitorioso nas eleições de outubro.  O cumprimento do reajuste certamente estará nos discursos de todos os postulantes ao governo nos próximos meses.

Com o aumento, o Governo do Amazonas também sai fortalecido das negociações, uma vez que conseguiu algo não alcançado nas gestões anteriores: honrar o pagamento das datas-bases desde 2015. O reajuste contempla as datas-bases de 2015, 2016, 2017 e 2018 dos servidores. Vale lembrar que os professores não deixaram para reclamar da falta de reajuste apenas neste ano; eles vêm se mobilizando desde que a data-base começou a ser descumprida há três anos. No entanto, eles só receberam promessas que posteriormente não foram cumpridas. A incerteza política que tomou conta do Amazonas desde a condenação e posterior afastamento do ex-governador José Melo tornou a situação ainda mais complicada para os profissionais da educação.

A abrangência do reajuste concedido na sexta-feira acentua o feito da gestão Amazonino Mendes, ao arcar com o ônus deixado pelas administrações passadas. Apesar da lenta recuperação econômica, os efeitos da crise ainda são muito marcantes, o que limita a margem de manobra orçamentária do governo. Mesmo assim, foi possível chegar a um índice de reajuste que não ultrapassa os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e atende a justa reivindicação dos profissionais.

O que se espera é que essa conquista dos professores torne-se também o começo de um novo momento no modo de tratar profissionais de tamanha importância, cuja valorização é requisito fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. Todas as nações com grau de desenvolvimento satisfatório contam com profissionais de ensino respeitados, qualificados e muito bem remunerados. Essa tem que ser uma meta que o Amazonas e o Brasil precisam perseguir.