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Editorial

Universidades, a importância da atitude

14/06/2018 às 22:21
Show reitores

O posicionamento conjunto dos reitores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) quanto às medidas tomadas pelo presidente Michel Temer retoma esforços fundamentais para este Estado e à Região Amazônica em várias direções.

Uma delas sinaliza com disposição dos dirigentes dessas instituições de ensino superior (IEs) em ampliar o diálogo interinstitucional estadual e regional em um campo decisivo quando se pensa em planejar o futuro e o lugar se quer ter nesse futuro, a educação e seus braços na pesquisa, na inovação tecnológica e na extensão; demonstra maior peso no ato porque os reitores falam em nome de comunidades que somam alguns milhares de estudantes, professores e técnicos administrativos e marítimos além de outras tantas pessoas que dependem da boa funcionalidade dessas instituições tanto em Manaus quanto nos demais municípios; estimula que reitores de outras instituições da Amazônia possam se juntar à UEA e à Ufam para fazer ecoar mais longe o grito de alerta e de insatisfação com medidas governamentais como as atuais que atingem duramente a universidade brasileira e, com maior repercussão negativa, àquelas instituições de regiões que foram historicamente relegadas a um patamar de desvalorização na definição da política nacional de ensino universitário publico e de qualidade.

A importância da postura dos reitores da Ufam e da UEA também anima por demonstrar atenção nos efeitos das decisões governamentais e não deixar que os mesmos passem em silêncio. O estrangulamento produzido pelo Governo Federal na área da educação faz com que o Brasil dê passos para trás quando a meta era superar problemas e avançar na oferta de vagas, na melhoria do ensino, no avanço da produção do conhecimento científico, da tecnologia inovadora e das ações extensão que são um dos principais meios de aproximar e estabelecer convivência entre universidade e comunidades.

Juntas, Ufam e UEA podem fazer muito mais e adotar o difícil caminho de trabalhar em conjunto pelo bem do Amazonas. Ao se posicionarem nesta direção tendem a superar um dos obstáculos resistentes nos ambientes instituições que é a ideia de agir isoladamente e, dessa maneira, demonstrar a fragilidade histórica com que a área é tratada, sempre dependente do humor do governista de plantão e de suas bases de apoio.